- A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Coffee Break, aprofundando investigações sobre fraudes em licitações de materiais didáticos em prefeituras do interior paulista.
- Na etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em São Paulo e medidas de constrição patrimonial.
- A investigação envolve a empresa Life Tecnologia Educacional, que teria recebido cerca de R$ 70 milhões para fornecer kits e livros escolares a três prefeituras, com contratos supostamente direcionados e superfaturados.
- A PF aponta que a ex-nora do presidente Lula, Carla Ariane Trindade, atuaria para viabilizar liberação de recursos do Ministério da Educação, além de haver indícios de participação de Kalil Bittar, entre outros.
- Em novembro, Carla negou as acusações; a apuração indica que o esquema envolve corrupção, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa desde 2021.
A Polícia Federal deflagrou nesta manhã a terceira fase da Operação Coffee Break, aprofundando apurações sobre fraudes em licitações de materiais didáticos. O foco é prefeituras do interior de São Paulo. A ação inclui mandados de busca e apreensão e medidas de constrição patrimonial.
A investigação envolve empresas ligadas ao suposto esquema, com indícios de direcionamento de contratos e superfaturamento. A PF aponta que a Life Tecnologia Educacional recebeu cerca de 70 milhões de reais para fornecimento de kits e livros.
Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, figura entre os alvos associados ao caso. Ela nega as acusações e afirmou ter pedido acesso aos autos para se manifestar após conhecer integralmente o conteúdo.
Os agentes sustentam que o esquema opera desde 2021, com ramificações em diversas prefeituras paulistas. A organização seria composta por servidores, lobistas, doleiros e empresários, segundo a PF.
Na etapa anterior, a PF prendeu seis pessoas em Sumaré e Hortolândia, incluindo o vice-prefeito Cafu César. As investigações também envolveram o governo federal e o FNDE para liberação de recursos.
De acordo com a PF, André Mariano, dono da Life, contratou Carla Ariane para obter vantagens junto ao governo federal. Uma agenda apreendida traz a referência ao apelido dela, ligado ao vínculo familiar com o presidente Lula.
A PF aponta ainda que recursos do MEC destinados à compra de materiais didáticos teriam sido desviados por meio de contratos direcionados. As acusações incluem corrupção, peculato, fraude em licitação e organização criminosa.
Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos do presidente, é citado como tendo atuação semelhante. A investigação aponta participação de Brasília na viabilização de recursos para a empresa investigada.
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