- A Polícia Federal desligou, à noite, os geradores que alimentam o ar-condicionado central do prédio onde Jair Bolsonaro está detido, em Brasília, após reclamações sobre o barulho.
- Os geradores ficam em área externa, próximos à sala em que o ex-presidente cumpre pena, o que potencializava o incômodo durante a madrugada.
- O desligamento ocorre diariamente entre 19h30 e 7h30, totalizando doze horas de silêncio noturno para reduzir o mal-estar.
- A defesa de Bolsonaro levou o caso ao Supremo Tribunal Federal, argumentando que o barulho configura perturbação contínua à saúde e integridade do preso.
- O vereador Carlos Bolsonaro afirmou nas redes sociais que a PF forneceu protetores auriculares, mas a medida foi considerada paliativa pela família.
A Polícia Federal passou a desligar, à noite, os geradores que alimentam o ar-condicionado central do prédio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está detido em Brasília. A medida foi tomada após reclamações de que o aparelho provocava barulho intenso durante a madrugada.
Segundo apuração do jornal O Globo, publicada nesta quarta-feira e confirmada pela Gazeta do Povo, o objetivo é reduzir o incômodo causado pelo ruído constante durante o sono. Os geradores ficam em área externa, próximos à sala onde Bolsonaro cumpre a pena.
O desligamento acontece diariamente entre 19h30 e 7h30, totalizando 12 horas de silêncio noturno, período em que o sistema de climatização fica inativo para manter condições mínimas de repouso.
A defesa e familiares do ex-presidente alegam que o barulho prejudica o descanso e provoca mal-estar frequente. O STF foi acionado pela defesa, argumentando que o problema configura perturbação à saúde e integridade do preso, mesmo após comunicações internas.
Em redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro afirmou que a PF forneceu protetores auriculares, mas que a medida não resolve a causa do problema, sendo, para ele, paliativa.
Bolsonaro permanece detido desde 22 de novembro do ano passado, em regime preventivo por risco de fuga, e, posteriormente, passou a cumprir pena de 27 anos e três meses pelo processo ligado à tentativa de golpe após as eleições de 2022.
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