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Senador afirma que criptomoedas ameaçam colapso bancário; SVB foi apenas prévia

Senador avisa que o colapso do SVB mostra como atividades ligadas a cripto podem acelerar a instabilidade bancária, em meio a nova estrutura regulatória

Senator Warns: Crypto Threatens Banking Collapse — SVB Was Just “The Preview”
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  • O senador democrata Richard Blumenthal afirma que o colapso do Silicon Valley Bank mostrou como atividades ligadas a cripto podem acelerar a instabilidade no sistema bancário, com base em uma investigação de 292 páginas.
  • Segundo ele, a falência não foi acidente isolado, mas sinal de riscos criados pela velocidade de entradas e saídas vinculadas a cripto e capital de risco, alinhados a condições de juros altos; autoridades chegaram a oferecer até 340 bilhões de dólares em apoio emergencial, com perdas superiores a 54 bilhões em ações e títulos.
  • O caso do Signature Bank é citado como exemplo claro de risco associado a cripto, com depósitos ligados a ativos digitais crescendo antes de ser fechada meses após a FTX; auditorias anteriores teriam tranquilizado sobre os riscos.
  • Defensores de cripto argumentam que a falha do SVB decorreu de má gestão de juros e de concentração de depósitos em tecnologia, não apenas da cripto, e destacam que o Silvergate Bank teve queda associada à volatilidade cripto.
  • Há preocupação com as stablecoins, descritas como “dólares digitais” que podem competir com depósitos bancários; o mercado de stablecoins está em torno de 300 bilhões de dólares, com projeções de até 1 trilhão até 2030, e o debate envolve a GENIUS Act.

Senador democrata afirma que o colapso do Silicon Valley Bank foi um anticipo do que acontece quando atividades ligadas a criptomoedas se cruzam com um sistema bancário fragilizado. A denúncia sustenta que o caso não foi isolado, mas uma evidência de riscos crescentes no ambiente financeiro atual. A avaliação emerge em meio a avanços de nova estrutura regulatória para o mercado de cripto.

A análise baseia-se em um relatório de 292 páginas divulgado pelo Subcomitê Permanente de Investigações do Senado, no ano anterior. Segundo o texto, auditores independentes teriam validado a funcionamento de controles antes das quedas, mesmo com sinais de exposição a fluxos de capital rápidos e opacos envolvendo cripto e venture capital.

No caso do SVB, a trajetória inclui atração de depósitos de startups e firmas apoiadas por capital de risco, algumas ligadas ao setor cripto. Com a reversão de condições e alta de juros, houve retirada de recursos em ritmo intenso, levando as autoridades a anunciar apoio emergencial de até 340 bilhões de dólares para evitar contágio mais amplo.

Mudanças de tema: riscos de ativos digitais e regulação

O senador cita também o Signature Bank como exemplo claro de risco associado a ativos digitais, já que o banco captava depósitos de clientes ligados a cripto. Após a quebra de FTX, esses depósitos encolheram rapidamente, e, mesmo com auditorias tranquilizadoras, o banco foi fechado meses depois.

Para o congressista, a complexidade e a pouca transparência do ecossistema cripto podem superar a atuação regulatória existente, abrindo espaço para falhas de supervisão. Destaca ainda as stablecoins, descritas como “dinheiros digitais” que tentam competir com depósitos bancários. O mercado de stablecoins atingia cerca de 300 bilhões de dólares e pode chegar a 1 trilhão até 2026, de acordo com projeções, elevando potenciais perdas sem salvaguardas.

Contexto de atuação regulatória

Desde a aprovação de lei recente sobre estrutura de mercado de cripto, o debate político ganha força entre medidas de supervisão, padrões de transparência e requisitos de capital. Defensores da cripto contestam a leitura de que a culpa é exclusiva do setor, apontando falhas de gestão de juros como o principal fator de queda do SVB, com perdas que atingiram mais de 54 bilhões de dólares em valor de ações e títulos.

Segundo o argumento de parte da indústria, o SVB falhou pela má gestão de ativos de longo prazo diante de variações de juros, e não pela velocidade das transações digitais. A discussão permanece aberta sobre como equilibrar inovação financeira com proteção a depósitos e estabilidade sistêmica.

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