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Senado cria grupo para fiscalizar caso Master; Calheiros critica TCU e Toffoli

Senado institui grupo de trabalho para acompanhar investigações do Banco Master; Renan Calheiros critica TCU e Toffoli por sigilo e interferência

O senador Renan Calheiros afirmou que o grupo de trabalho do Senado “vai acompanhar de perto” as investigações do caso Master. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
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  • A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre o Banco Master, com o objetivo de requisitar documentos e acompanhar inquéritos.
  • O grupo poderá convocar autoridades, solicitar informações oficiais e propor medidas legislativas relacionadas ao tema, contando com os senadores Alessandro Vieira, Damares Alves, Eduardo Braga, Esperidião Amin, Fernando Farias, Leila Barros e Randolfe Rodrigues.
  • O presidente da CAE, Renan Calheiros, classificou a fraude como “uma das maiores da história” e cobrou transparência do Tribunal de Contas da União e do Banco Central.
  • Renan criticou o sigilo determinado pelo ministro Dias Toffoli, dizendo que o TCU deve tornar as informações públicas.
  • A operação envolve a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que mira familiares de Daniel Vorcaro, dono do Master, e ocorreu após a liquidação do banco pelo Banco Central.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criou nesta quinta-feira (15) um grupo de trabalho para monitorar as investigações sobre o Banco Master. A medida visa reunir informações da Polícia Federal, do Banco Central, do TCU e da CVM. Renan Calheiros (MDB-AL) classificou a fraude como uma das maiores da história.

O grupo conta com os senadores Alessandro Vieira, Damares Alves, Eduardo Braga, Esperidião Amin, Fernando Farias, Leila Barros e Randolfe Rodrigues. Os integrantes podem convocar autoridades, solicitar informações oficiais e apresentar propostas legislativas relacionadas ao tema.

Conflitos institucionais e reações

Renan afirmou nas redes que o TCU não pode encobrir malfeitos. O ministro Jhonatan de Jesus, relator da corte, determinou a inspeção dos documentos da liquidação do Master, e o BC contestou a forma singular da decisão. A CGE do Banco Central pediu que a medida fosse colegiada.

A autarquia monetária sustenta que a inspeção deveria ter contado com participação de todos os órgãos envolvidos. A medida provocou abalo à confiança institucional e críticas do mercado sobre possíveis interferências na autonomia do BC, levando o relator a suspender o instrumento. Renan reforçou que o TCU funciona como braço do Legislativo para proteger o país, não para encobrir irregularidades.

Panorama e etapas recentes

Presidentes do TCU, Vital do Rêgo, e do BC, Gabriel Galípolo, reuniram-se na semana anterior para discutir o impasse. Vital disse que a inspeção contou com aprovação unânime entre os órgãos, mas o BC recuou ao questionar o método utilizado. Em novembro, a PF deflagrou a Operação Compliance Zero, ligada a tentativa de aquisição do Master pelo BRB, e o BC decretou a liquidação extrajudicial.

Na quarta-feira (14), a PF deflagrou a segunda fase da operação, direcionada a familiares de Daniel Vorcaro, dono do Master. A investigação acompanha a evolução dos mecanismos de controle financeiro envolvidos, com foco na responsabilização de eventuais ilícitos.

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