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Toffoli amplia em 60 dias prazo para PF concluir investigação do caso Master

Toffoli amplia em sessenta dias o prazo para a PF concluir a investigação do caso Master, mantendo sigilo e intimando a PGR

Ministro Dias Toffoli, durante a sessão plenária do STF. Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • O ministro Dias Toffoli estendeu por sessenta dias o prazo da Polícia Federal para concluir as investigações sobre o suposto esquema no Banco Master.
  • O inquérito tramita sob sigilo no STF; Toffoli disse que as razões da PF para a prorrogação devem ser deferidas e determinou intimação da Procuradoria-Geral da República.
  • Em despacho anterior, Toffoli reduziu de seis para dois dias o tempo para ouvir os investigados; os depoimentos ocorriam entre 23 e 28 de janeiro, e agora há necessidade de um novo cronograma da PF.
  • Toffoli indicou quatro peritos da PF para acompanhar a extração de dados e a perícia do material da segunda fase da Operação Compliance Zero; os itens permanecem sob guarda do Ministério Público Federal.
  • O ministro retirou da PF a atribuição de comandar a perícia dos materiais apreendidos e passou a responsabilidade para a PGR, o que gerou preocupação entre a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli prorrogou por 60 dias o prazo para a Polícia Federal concluir as investigações sobre um suposto esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 16, em resposta a pedido da PF, que solicitou a prorrogação. O inquérito tramita em sigilo no STF, e Toffoli determinou a intimação da Procuradoria-Geral da República sobre o despacho.

Em outra medida anterior, Toffoli reduziu de seis para dois dias o intervalo para que os agentes oficiem depoimentos dos investigados, com a coleta prevista entre 23 e 28 de janeiro. Agora, o ministro aguarda a PF apresentar um novo cronograma de diligências.

Perícias e comando da investigação

Na quinta-feira, Toffoli indicou quatro peritos da PF para acompanharem a extração de dados e a perícia dos materiais obtidos na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 14. O material permanece sob guarda do Ministério Público Federal.

O magistrado retirou da PF a atribuição de conduzir a perícia dos itens apreendidos, transferindo a tarefa para a PGR. A medida reduziu a autonomia da polícia na produção de provas técnicas do caso.

Reação de peritos federais

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais manifestou preocupação com o novo desdobramento. A entidade ressaltou que atrasos na avaliação de dispositivos eletrônicos podem comprometer vestígios relevantes para a persecução penal.

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