- O ministro Dias Toffoli estendeu por sessenta dias o prazo da Polícia Federal para concluir as investigações sobre o suposto esquema no Banco Master.
- O inquérito tramita sob sigilo no STF; Toffoli disse que as razões da PF para a prorrogação devem ser deferidas e determinou intimação da Procuradoria-Geral da República.
- Em despacho anterior, Toffoli reduziu de seis para dois dias o tempo para ouvir os investigados; os depoimentos ocorriam entre 23 e 28 de janeiro, e agora há necessidade de um novo cronograma da PF.
- Toffoli indicou quatro peritos da PF para acompanhar a extração de dados e a perícia do material da segunda fase da Operação Compliance Zero; os itens permanecem sob guarda do Ministério Público Federal.
- O ministro retirou da PF a atribuição de comandar a perícia dos materiais apreendidos e passou a responsabilidade para a PGR, o que gerou preocupação entre a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli prorrogou por 60 dias o prazo para a Polícia Federal concluir as investigações sobre um suposto esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 16, em resposta a pedido da PF, que solicitou a prorrogação. O inquérito tramita em sigilo no STF, e Toffoli determinou a intimação da Procuradoria-Geral da República sobre o despacho.
Em outra medida anterior, Toffoli reduziu de seis para dois dias o intervalo para que os agentes oficiem depoimentos dos investigados, com a coleta prevista entre 23 e 28 de janeiro. Agora, o ministro aguarda a PF apresentar um novo cronograma de diligências.
Perícias e comando da investigação
Na quinta-feira, Toffoli indicou quatro peritos da PF para acompanharem a extração de dados e a perícia dos materiais obtidos na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 14. O material permanece sob guarda do Ministério Público Federal.
O magistrado retirou da PF a atribuição de conduzir a perícia dos itens apreendidos, transferindo a tarefa para a PGR. A medida reduziu a autonomia da polícia na produção de provas técnicas do caso.
Reação de peritos federais
A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais manifestou preocupação com o novo desdobramento. A entidade ressaltou que atrasos na avaliação de dispositivos eletrônicos podem comprometer vestígios relevantes para a persecução penal.
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