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Bolsonaro visita Papudinha; advogada que ocupavaCela reage

Advogada detida reclama de remanejamentos na Papudinha para a chegada de Jair Bolsonaro, que ocupa cela individual e pode ampliar atendimento médico na unidade

A advogada Jéssica Castro de Carvalho (esq.) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (dir.)
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  • A defesa da advogada Jéssica Castro de Carvalho reclamou dos remanejamentos na Papudinha para a chegada de Jair Bolsonaro (PL), preso preventivamente por tráfico de drogas.
  • Jéssica dividia a cela com outra advogada; hoje o espaço é ocupado exclusivamente por Bolsonaro.
  • Em novembro, Jéssica teve convulsão na cela; o advogado diz que não havia equipe de saúde e que ele socorreu a detenta e acionou o Samu.
  • A presença de Bolsonaro pode ampliar a assistência médica na unidade para outros detentos, já que a Papudinha não conta com atendimento regular, conforme decisão do STF.
  • A nova cela de Jéssica fica próxima de detentos como Anderson Torres e Silvinei Vasques; as regras da Papudinha preveem visita semanal, banho de sol e cultivo de horta, além de restrição de contato de Bolsonaro com outros internos.

A defesa da advogada Jéssica Castro de Carvalho, 30, informou que ela reclamou dos remanejamentos na Papudinha para acomodar a chegada de Jair Bolsonaro, hoje custodiado na unidade. Ela estava presa preventivamente por tráfico de drogas e ocupava a cela que passou a ser destinada ao ex-presidente.

Conforme relato do advogado, os deslocamentos entre as celas ocorriam com frequência por motivos administrativos ligados à presença de autoridades. Jéssica dividia a espaço com outra advogada, que hoje não compartilha mais o local com ela.

O advogado também afirmou que Jéssica teve uma convulsão em novembro, na cela da Papudinha, e que não haveria equipe de saúde suficiente na unidade. Ele diz ter acionado o SAMU para prestar os primeiros socorros.

O que envolve a cela de Bolsonaro e as regras da Papudinha

A presença de Bolsonaro não permite contato com outros detentos, conforme decisão do STF. A PM do DF descreve a gestão da Papudinha como dinâmica, baseada em critérios judiciais e protocolos de segurança.

Segundo o relato, a nova cela de Jéssica fica ao lado de detentos conhecidos, entre eles ex-integrantes de órgãos de segurança. A execução penal determina que determinadas celas recebam ocupantes com prerrogativas legais, mantendo separação de gênero.

A Papudinha oferece regras específicas, como visitas semanais para familiares e direito a banho de sol diário. Os detentos também podem cultivar uma horta e recebem alimentação suplementar em alguns casos.

Sobre a advogada e a atuação na região

Jéssica atua como advogada criminalista no DF, com foco em pessoas condenadas ou sob investigação. O registro na OAB é citado como condição para permanecer na Papudinha, até eventual suspensão ou cassação.

Ela teria atuado junto a um primo ligado a facção criminosa, envolvendo diligências da polícia na região. A defesa sustenta que Jéssica mantém atuação profissional com múltiplas especializações e participação em atividades da OAB.

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