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Fundo ligado ao PCC financia compra de resort da família Toffoli, aponta jornal

Investigado por ligação com PCC, executivo da Reag representou fundo na aquisição de 50% do resort Tayayá, ligado à família Toffoli, em meio à liquidação da empresa

Sede do Banco Master, em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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  • Silvano Gersztel, sócio e executivo da Reag, atuou como representante de um fundo na compra de parte do resort Tayayá, no Paraná, que já pertenceu à família do ministro Dias Toffoli.
  • Gersztel é investigado por possível ligação com a facção PCC e renunciou ao cargo na Reag durante as apurações que levaram à liquidação da empresa.
  • O vínculo com o caso ocorre por meio de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, que era cotista de fundos administrados pela Reag usados na aquisição.
  • Os fundos teriam gasto R$ 20 milhões para comprar 50% da participação de R$ 6,6 milhões de José Eugenio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro, em 2021.
  • A defesa de Vorcaro afirma que ele não tem nem teve participação nos negócios relacionados ao resort; Toffoli e os irmãos não comentaram o caso.

Investigação ligada ao PCC envolve compra de parte de resort da família Toffoli por fundo gerido pela Reag. Silvano Gersztel, sócio e executivo da Reag, atuou como representante de um fundo na aquisição do Tayayá, resort no Paraná. Gersztel está sob investigação e renunciou ao cargo durante o processo.

O fundo administrado pela Reag utilizou cerca de 20 milhões de reais para comprar 50% da participação de José Eugenio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli, em 2021. A operação ocorreu por meio de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, que era cotista do fundo.

Gersztel foi alvo de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que apura suposta ligação entre a Reag e atividades criminosas envolvendo o PCC. A gestora negou participação em crimes, reiterando a regularidade de seus negócios.

Zettel afirmou ter deixado o investimento em 2022 e que o fundo foi liquidado em 2025, segundo o jornal. A defesa de Daniel Vorcaro não confirmou participação nos investimentos relacionados ao resort ou a outros veículos. Gersztel não teve localização confirmada pelo Estadão para comentar o caso.

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