- O Departamento de Justiça pediu a um juiz federal de Nova York que negue o pedido de dois parlamentares para nomear um mordomo especial que monitore a divulgação pública de documentos ligados a Jeffrey Epstein.
- O DOJ vem liberando, desde dezembro, caches de documentos das investigações sobre Epstein; os representantes Ro Khanna e Thomas Massie criticaram o ritmo das publicações.
- Khanna, democrata da Califórnia, e Massie, republicano de Kentucky, disseram que poderiam apresentar um memorial para defender a nomeação de um monitor independente.
- Em carta de seis páginas, a procuradora-geral Pam Bondi e o subprocurador-geral Todd Blanche argumentaram que os parlamentares não têm legitimidade para atuar como amicus nem para obter a intervenção solicitada.
- Maxwell cumpre pena de 20 anos por ajudar Epstein a abusar de menores; o DOJ informou que ainda há 5,2 milhões de páginas a revisar e que serão necessárias 400 pessoas de quatro gabinetes diferentes até o fim de janeiro.
O Departamento de Justiça dos EUA pediu a um juiz federal de Nova York para negar o pedido de dois parlamentares de nomear um mestre especial que supervise a divulgação pública de registros ligados ao financista Jeffrey Epstein, falecido. A solicitação ocorre no contexto da divulgação lenta de documentos.
Representantes Ro Khanna, democrata da Califórnia, e Thomas Massie, republicano de Kentucky, pediram, na semana passada, a autorização para apresentar um parecer visando a nomeação do mestre especial, alegando desrespeito à lei que determina a divulgação de todos os registros até 19 de dezembro de 2025. O DOJ argumenta que eles não têm legitimidade processual para atuar.
Em uma carta de seis páginas, assinada pela procuradora-geral adjunta, a equipe do Departamento sustenta que Khanna e Massie não são partes no caso Maxwell v. Estados Unidos, e não poderiam atuar como amicus. A defesa afirma ainda que não há autoridade para conceder o que os representantes solicitam indevidamente.
A denúncia aponta que a divulgação de Epstein envolve uma extensa base de dados. O DOJ informou que, ao fim de 2025, restavam cerca de 5,2 milhões de páginas a serem revisadas, com apoio de 400 advogados de quatro escritórios diferentes até o fim de janeiro.
Contexto da divulgação
O DOJ tem divulgado caches de documentos desde dezembro, como parte das apurações sobre Epstein e seus associados. Frentes de defesa afirmam que o ritmo de liberação não atende aos requisitos legais previstos, o que levou o debate ao judiciário.
Maxwell cumpre pena de 20 anos de prisão pela ajuda ao abuso sexual de menores cometido por Epstein. As informações sobre o andamento do processo e a liberação dos arquivos continuam a gerar controvérsia entre autoridades e legisladores.
Fonte: Reuters, com apuração adicional de correspondentes em Nova York.
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