- O PT encaminhou à Procuradoria-Geral da República uma representação para investigar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por suposto financiamento irregular de perfis de entretenimento que teriam promovido o governo.
- A denúncia se baseia em levantamento da revista Piauí, que aponta mudança editorial em perfis como Alfinetei, Fofocas e Exclusivas da Fama, com publicações elogiosas à administração em dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
- Entre os temas repetidos estão isenção de IPVA para motocicletas, inauguração de trechos do Rodoanel Norte e ações de cobrança contra concessionárias de energia.
- O governo de São Paulo negou as acusações, afirmou não ter havido investimento público nas publicações e disse que as campanhas são institucionais, em conformidade com legalidade, impessoalidade, publicidade e eficiência.
- O ministro Guilherme Boulos apresentou representação semelhante ao Ministério Público de São Paulo para apurar fontes de financiamento das postagens e possível intermediação de agências de publicidade pela gestão estadual.
O PT encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação para investigar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A denúncia sustenta que houve financiamento irregular de uma rede de perfis de entretenimento para promover ações do governo e a imagem do governador, possível candidato em 2026.
A acusação baseia-se em um levantamento da revista Piauí. A reportagem aponta mudança no padrão editorial de grandes perfis de entretenimento no Instagram, como Alfinetei, Fofocas e Exclusivas da Fama. Em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, teriam publicado conteúdos elogiosos à gestão estadual com linguagem padronizada.
Entre os temas em pauta estão a isenção de IPVA para motocicletas, a inauguração de trechos do Rodoanel Norte e ações de cobrança contra concessionárias de energia. O PT sustenta que a estratégia representa publicidade institucional disfarçada de conteúdo orgânico, potencialmente violando a Constituição e caracterizando improbidade.
Ações do PT e defesa do governo
O governo de São Paulo negou as acusações de forma veemente, afirmando respeitar legalidade e impessoalidade. Em nota ao jornal Folha de S.Paulo, a gestão disse não ter investido publicamente nas postagens citadas.
A defesa de Tarcísio argumenta que a legalidade eleitoral e administrativa é cumprida, e que a popularidade nas redes resulta de uma gestão técnica, não de marketing. Advogados ressaltam a ausência de provas de pagamentos diretos do erário aos perfis mencionados.
Reação de outros atores
Além do PT, o ministro Guilherme Boulos (Psol), da Secretaria-Geral da Presidência, acionou o MP de São Paulo com representação semelhante. O objetivo é rastrear a origem dos pagamentos e a possível intermediação de agências de publicidade contratadas pela gestão estadual.
Boulos pede que o Ministério Público apure fontes de financiamento das postagens. Ele sustenta que perfis de fofoca usados para promover autoridades públicas e atacar adversários devem ser examinados para assegurar transparência na comunicação política.
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