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Como nos defender da nova ameaça do fracking humano

A resistência à fracking humano ganha força com coalizões que defendem a atenção humana contra a exploração corporativa das grandes plataformas

Illustration: Elia Barbieri/The Guardian
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  • O texto descreve as plataformas digitais como exploradoras da atenção humana, chamando esse processo de “fracking humano” e defendendo resistência organizada.
  • A tese aponta que quase setenta por cento da população mundial possui smartphone e que esses aparelhos respondem por cerca de noventa e cinco por cento dos pontos de acesso à internet.
  • Afirma que, em média, as pessoas passam quase metade do tempo acordadas olhando telas, com valor maior entre jovens em países ricos.
  • Propõe formar coalizões, promover estudos e criar “santuários de atenção” por meio de ação chamada de attention activism para proteger e cultivar a atenção humana.
  • Conclui que mudanças são possíveis rapidamente, citando exemplos históricos de movimentos sociais, e defendendo um movimento global pela liberdade da atenção, com participação de pesquisadores e criadores.

O texto discute um novo modelo de exploração tecnológica: a chamada fracking humana. Argumenta que grandes empresas tratam a atenção como recurso mercantil, empurrando conteúdo contínuo para maximizar tempo de tela. A ideia central é que a exploração atinge a psique humana de forma sistêmica.

Os autores do manifesto defendem que a atenção humana é fundamental para o funcionamento social e democrático. A observação é de que, ao transformar esse recurso em mercadoria, surgem riscos para o pensamento crítico, o bem-estar psicológico e a deliberação pública. O texto propõe resistência organizada.

O estudo aponta dados sobre o uso de tecnologia: hoje quase 70% da população possui smartphone; phones respondem por grande parte do acesso à internet; e o tempo acordado é amplamente gasto em telas. As informações são usadas para fundamentar a percepção de vulnerabilidade humana frente às plataformas.

Os autores ressaltam que o problema não se resume a aparelhos ou redes sociais isoladamente, mas a uma prática global de extração de atenção. A proposta é uma resposta coletiva, incluindo coalizões amplas, estudos diversificados e criação de espaços de proteção para a atenção.

A visão é sobre uma mudança estrutural: deixar de ver a atenção apenas como consumo para reconhecê-la como capacidade humana essencial. O movimento proposto chama-se attention activism, com foco em políticas que valorizem o bem humano e o florescimento coletivo.

Entre as iniciativas sugeridas estão coalizões diversas, práticas de estudo e a criação de ambientes seguros para cultivar atenção de qualidade. O objetivo é lutar contra a exploração das plataformas sem abrir mão de avanços tecnológicos.

Os autores, ligados à Friends of Attention, defendem que mudanças rápidas são possíveis. Com históricos de movimentos sociais, destacam que reformas significativas podem ocorrer quando há organização, educação e participação cívica.

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