- A senadora Elissa Slotkin, democrata de Michigan, está sob investigação por organizar e participar de um vídeo de 90 segundos com outros democratas pedindo aos militares que se recusem a cumprir ordens ilegais.
- Slotkin afirma que Trump está usando um “playbook” autoritário para intimidar críticos e silenciar debates, incluindo pressão legal e física.
- O vídeo cita o Uniform Code of Military Justice e alerta que ninguém precisa cumprir ordens que violem a lei ou a Constituição; Trump chamou a iniciativa de traidora.
- Slotkin é ex-agente da Agência Central de Inteligência e teve atuação relevante em segurança nacional; na pauta, também defende propostas econômicas e de habitação para a classe média.
- Enquanto isso, aliados democratas apresentaram planos para reduzir custos de moradia e expandir ações federais, enquanto Trump divulga medidas sobre habitação e política externa, gerando novo debate político.
Elissa Slotkin, senadora democrata de Michigan, afirma que o presidente Donald Trump usa um “playbook” de regimes autoritários para intimidar críticos e desencorajar quem discordar dele. Ela está sob investigação após organizar e participar de um vídeo com outros democratas.
No material, seis democratas com histórico militar ou de inteligência citam o Código Uniforme de Justiça Militar e dizem que não é obrigatório cumprir ordens ilegais. Trump chamou a mensagem de traiçoeira e chegou a sugerir, em redes sociais, que eles fossem enforcados.
Slotkin, ex-agente da CIA, disse ao Guardian que o objetivo é esfriar a liberdade de expressão e intimidar quem critique o presidente. Ela lembra ter vivenciado regimes autoritários em trabalhos anteriores e afirma reconhecer o padrão no cenário atual.
A senadora participou de operações militares anteriores e venceu eleições para manter o mandato em Michigan, incluindo uma reeleição em 2020 e 2022. Em 2024, entrou no Senado em um cargo disputado, com Trump vencendo o estado na eleição presidencial.
O caso envolve também outros nomes, como o senador Mark Kelly e três democratas da Câmara, levantando questões sobre a relação entre governo, militares e discurso público. A investigação é conduzida pelo FBI e envolve o Departamento de Justiça.
Slotkin defende ações de governo com foco em segurança nacional e redução de custos de moradia. Ela propõe medidas para enfrentar o déficit habitacional por meio de ações como o uso da Defesa de Produção para impulsionar a construção de moradias, além de declarar uma emergência habitacional.
Questionada sobre arrependimentos, a senadora disse não ter. Acrescentou que a divulgação do vídeo visava responder a preocupações de militares com ordens e situações no Sudeste, incluindo operações no Caribe e a atuação da Guarda Nacional nos EUA.
Além de políticas domésticas, Slotkin critica o uso do poder militar como ferramenta de demonstração de força. Ela apontou que o tema da democracia continua relevante para o cotidiano dos cidadãos, especialmente no contexto econômico e de moradia de salários médios.
Enquanto o debate sobre moradia domina a agenda, o governo analisa respostas legais ao caso em curso. A investigação busca esclarecer a natureza das mensagens e a eventual influência política sobre militares e funcionários públicos.
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