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Eleições presidenciais em Portugal avançam para segundo turno

Seguro avança ao segundo turno com mais de 31% dos votos; Ventura fica em segundo com 23,5% e disputa em 8 de fevereiro

Portuguese presidential candidate of the Socialist Party, Antonio Jose Seguro, holds a Portuguese flag onstage after leading the first round of Portugal's presidential election, in Caldas da Rainha, Portugal, January 19, 2026. REUTERS/Rodrigo Antunes TPX IMAGES OF THE DAY
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  • As eleições presidenciais em Portugal vão para o segundo turno, marcado para 8 de fevereiro.
  • Com quase toda a apuração, o socialista António José Seguro teve mais de 31% dos votos; André Ventura, do Chega, ficou em segundo com 23,5%.
  • Seguro se apresentou como independente e pediu apoio de democratas, progressistas e humanistas para derrotar o extremismo.
  • Ventura afirmou ter liderado a direita e comentou que a direita se fragmentou, destacando que o Chega recebeu o apoio de eleitores que não seguem o governo.
  • Seguro afirmou que pretende ser presidente de todos os portugueses, com foco em modernizar o país, melhorar a economia, saúde e habitação.

O concurso para a presidência de Portugal terá um segundo turno entre António José Seguro, do Partido Socialista, e André Ventura, do Chega. A escolha ocorreu neste domingo, com Marcelo Rebelo de Sousa já no fim do segundo mandato.

Com a apuração quase completa, Seguro ficou na liderança com pouco mais de 31% dos votos, abrindo caminho para o segundo turno marcado para 8 de fevereiro. Ventura ficou em segundo, com cerca de 23,5% dos votos.

Seguro ressaltou a intenção de representar uma candidatura independente, convidando democratas, progressistas e humanistas a votar nele no dia 8 de fevereiro para enfrentar o extremismo e evitar divisão entre os portugueses. Disse ainda que não haverá amarras políticas em sua atuação como presidente.

O socialista enfatizou o propósito de unir o país e afirmou que não existem portugueses de primeira ou de segunda categoria. Afirmou que pretende ser presidente de todos os portugueses, reforçando o compromisso com um Portugal moderno, justo, com economia competitiva, empregos qualificados e melhor acesso à saúde e à habitação.

Ventura, por sua vez, comemorou a liderança da direita no mapa eleitoral e apontou uma fragmentação histórica entre forças de direita, dizendo que o Chega conseguiu superar o grupo governante em votos. Disse que a vitória representa a liderança da direita no pleito.

O candidato do Chega também comentou ter feito uma campanha sem agressões e afirmou considerar uma grande honra avançar ao segundo turno. Criticou o governo e o que chamou de responsabilidade moral do Partido Socialista pela situação atual do país.

Em reação aos resultados, Ventura acusou o PS de ser o principal responsável pela corrupção e pela degradação econômica, segundo suas palavras, e afirmou que o país despertou para essa mudança no voto. O segundo turno deverá recolocar o tema em evidência na arena política nacional.

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