- As eleições portuguesas começaram às oito da manhã, para onze milhões de eleitores, e as pesquisas de boca de urna serão divulgadas a partir das oito da noite (horário local).
- São onze candidatos, num número recorde, para suceder o presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
- A pesquisa aponta André Ventura, líder do Chega, na dianteira, mas com poucas chances de ir ao segundo turno em oito de fevereiro.
- Ventura disputou as eleições de 2021, ficou em terceira posição com onze vírgula nove por cento e, desde então, o partido cresceu expressivamente, atingindo vinte e dois vírgula oito por cento nas legislativas de maio.
- O presidente de Portugal não possui poderes executivos, mas pode agir como árbitro em crises ao dissolver o Parlamento para convocar novas eleições.
Portugal realiza neste domingo eleições presidenciais, com 11 candidatos disputando o cargo. A votação começou às 8h locais e ocorre em todo o território para cerca de 11 milhões de eleitores. As urnas permanecem abertas ao longo do dia, com o escrutínio das primeiras pesquisas de boca de urna previsto para as 20h locais.
Segundo as pesquisas, o deputado de extrema direita André Ventura lidera a votação, apesar de não ser esperado vencer no primeiro turno. Ventura representa o Chega e já disputou o pleito de 2021, quando alcançou 11,9% dos votos. O partido registrou crescimento expressivo desde então.
Outro eixo da disputa envolve os candidatos de direita tradicional, com o eurodeputado João Cotrim Figueiredo aparecendo como principal rival em parte das sondagens, frente ao candidato socialista António José Seguro. O resultado pode definir quem superará o primeiro turno entre as dezenas de concorrentes.
O presidente de Portugal, cargo sem poderes executivos fortes, atua como árbitro institucional caso seja necessária a dissolução do Parlamento para novas eleições legislativas. A eleição atual substitui o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que foi reeleito no primeiro turno em eleições anteriores.
Histórico recente aponta que Ventura tem ganhado força desde as últimas eleições legislativas de maio, quando o Chega atingiu 22,8% dos votos e 60 assentos, posição que o aproximou de se tornar a principal oposição ao governo atual.
A campanha envolve uma disputa entre linhas de centro-direita tradicional e a extrema direita, com o objetivo de consolidar ou reconfigurar o espaço político no país, conforme analistas ouvidos pela imprensa local.
Candidatos com perfil moderado defendem preservação de serviços públicos, saúde e educação como temas centrais, enquanto a aposta de Ventura vira em parte para um discurso de ordem pública e mudanças no panorama político nacional.
Entre na conversa da comunidade