- O premier de South Australia, Peter Malinauskas, revelou em uma carta que é contrário à participação de Randa Abdel-Fattah no programa de 2026 do Adelaide Writers’ Week, citando o ataque de Bondi e comentários atribuídos à escritora.
- A carta de três páginas, datada de 2 de janeiro, foi tornada pública pelo Sunday Mail e afirma que a participação não seria do interesse público e poderia provocar desunião na comunidade.
- Malinauskas disse que declarações e ações atribuídas a Abdel-Fattah são antissemitas em sua avaliação, ultrapassando o debate público aceitável.
- O festival abriu caminho para a participação da autora, mas a diretora artística Louise Adler acabou sendo alvo de intervenção do conselho e se demitiu publicamente; o novo conselho pediu desculpas e convidou Abdel-Fattah para 2027.
- Abdel-Fattah ameaçou ação de difamação contra o premier após as publicações, alegando que ele a ligou ao ataque de Bondi e a tornou alvo de críticas políticas.
O premier de South Australia, Peter Malinauskas, afirmou que não considerou adequado incluir Randa Abdel-Fattah no programa da Adelaide Writers Week 2026, citando o ataque de Bondi. O posicionamento foi divulgado em uma carta de três páginas.
A carta, datada de 2 de janeiro, foi publicada na íntegra pelo Sunday Mail. Nela, Malinauskas diz que a participação da autora palestino-australiana não atende ao interesse público no contexto atual.
O primeiro-solo de Adelaide ao tema foi o fato de o festival intervenir no tema da seleção, levando à reversão da decisão original de incluir Abdel-Fattah. Louise Adler, diretora artística, acabou aceitando a intervenção dos dirigentes.
Adler, filha de sobreviventes do Holocausto, pediu demissão após a intervenção pública. O novo conselho do festival emitiu uma retratação pública pela inclusão e afirmou que Abdel-Fattah será convidada para o Adelaide Writers Week em 2027.
Abdel-Fattah chegou a ameaçar ação de difamação contra Malinauskas por falas públicas associadas ao caso. Em publicação nas redes sociais, a autora disse que não houve contato entre eles e rejeitou tornar-se alvo político.
No texto da carta, o premier diz que o conselho já tinha preocupações sobre a presença da convidada antes dos ataques de Bondi, citando casos que teriam contribuído para a decisão de remoção. Ele ressaltou que o governo se opõe a qualquer discurso de ódio.
A instituição reconheceu a independência entre o festival e o governo, mas Malinauskas afirmou que o governo mantém a oposição à participação de Abdel-Fattah e reserva-se o direito de tornar isso público quando necessário.
O episódio gerou desdobramentos nacionais, com o festival pedindo desculpas públicas e enfatizando a consideração de unidade, cura e inclusão no contexto da comunidade após o ataque. Abdel-Fattah aceitou o pedido de desculpas.
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