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Primeira ministra da Escócia diz que maioria em maio impulsiona nova independência

Swinney afirma que maioria em maio pode abrir novo referendo de independência, com possível impacto sobre o governo de Keir Starmer

First Minister of Scotland John Swinney speaks at the Council on Foreign Relations in New York City, U.S., April 7, 2025. REUTERS/Kylie Cooper/File Photo
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  • John Swinney, líder do Partido Nacional Escocês, afirmou que pediria um novo referendo de independência se o SNP obtiver maioria no parlamento da Escócia em maio.
  • Ele pediu aos eleitores favoráveis à independência que deem ao SNP uma maioria expressiva, ressaltando que Wales também vota no mês e que parte dos eleitores ingleses participará de eleições locais.
  • Os defensores da independência dizem que o Brexit, em contraste com o plebiscito de 2014, mudou o cenário político para a Escócia.
  • Swinney afirmou que, se houver maioria, a independência seria uma opção viável, mesmo com a decisão do governo britânico de exigir aprovação do parlamento do Reino Unido para um novo referendo.
  • O político comentou ainda que acredita que o primeiro-ministro Keir Starmer já não ocuparia o cargo até o fim do ano.

O líder do SNP, o Partido Nacional da Escócia, John Swinney, afirmou que, se o seu partido obtiver maioria nas eleições parlamentares de maio, abrirá caminho para um novo referendo de independência na Escócia. A declaração foi feita em entrevista neste fim de semana.

Swinney lidera o SNP, que há quase 19 anos governa a Escócia, e pediu aos eleitores favoráveis à independência para conceder ao partido uma maioria expressiva nas eleições de maio. O pleito coincide com votações no País de Gales e em parte da Inglaterra.

O primeiro-ministro de fato, segundo Swinney, acredita que vencer com folga autorizaria o SNP a exigir um novo referendo. Ele também disse acreditar que Keir Starmer não será o primeiro-ministro no fim do ano.

Contexto político

A Suprema Corte britânica já decidiu que o governo escocês não pode realizar um segundo referendo sem autorização do Parlamento do Reino Unido. Swinney, porém, argumenta que o resultado eleitoral pode alterar esse cenário.

Quadro eleitoral

Em 2014, a Escócia votou pela manutenção da união com a Inglaterra por 55% a 45%. A rejeição ocorreu antes do Brexit, decisão que, segundo o SNP, mudou o contexto político. Swinney ressalta que a eleição de maio é vista como momento decisivo para a trajetória do país.

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