- Camilo Santana afirmou que seu candidato será Elmano de Freitas e descartou concorrer ao governo do Ceará novamente, mesmo se deixar o MEC em abril.
- Há especulação interna no PT sobre um possível retorno de Camilo, frente a uma articulação da centro-direita em torno de Ciro Gomes (PSDB).
- Pesquisa Ipsos-Ipec aponta Ciro Gomes com 44% das intenções de voto, Elmano com 34% e rejeição de 21% contra 31% de Camilo.
- Mesmo com a popularidade de Camilo, aliados descartam o retorno dele ao governo, afirmando que não é do feitio do político e que dependeria de pedido de Lula.
- Camilo sinalizou que pode deixar o MEC para apoiar as campanhas de Elmano e Lula, dependendo de conversa com o presidente.
O ministro Camilo Santana (PT) afirmou que pode deixar o Ministério da Educação em abril, mas descartou a possibilidade de concorrer novamente ao governo do Ceará no lugar de Elmano de Freitas. A declaração ocorreu em meio a especulações internas no PT sobre a relação de Camilo com o cenário eleitoral local.
A especulação sobre um retorno de Camilo ao governo do Ceará ganhou força dentro do partido, diante da articulação da centro-direita em torno do ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Ciro tem liderado pesquisas de intenção de voto em parte do estado, segundo levantamento recente.
Camilo reafirmou que o foco é apoiar Elmano de Freitas, seu eventual substituto, e evitar retrocessos. Ele disse que dedicará esforços para manter avanços no estado, ressaltando a necessidade de continuidade das políticas atuais.
Ciro aparece em primeiro lugar nas pesquisas desde que filiou-se ao PSDB, com vantagem de 44% a 34% sobre Elmano, e com menor índice de rejeição. O cenário aumenta o potencial de candidatura de nomes de direita ao governo do Ceará.
Diversos partidos já demonstraram interesse em ampliar a disputa contra o petismo que domina o estado desde 2015. A filiação de Ciro gerou apoio de alguns cargos regionais, embora tenha havido recuo após pressões de instâncias nacionais.
Os aliados de Camilo veem o possível retorno como uma estratégia de “antídoto” para o partido, citando pesquisas que indicam alta aprovação do político. No entanto, a leitura interna aponta resistência a qualquer movimento que pareça ruptura com o atual governo.
Sobre a eleição, Camilo sinalizou que pode deixar o MEC para atuar na campanha de Elmano e, quem sabe, na de Lula. A decisão depende de conversas com o presidente Lula, segundo o ministro. A indefinição persiste até novos posicionamentos oficiais.
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