- A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou um pedido para a Advocacia-Geral da União agir contra conteúdos que atribuem ao presidente Lula a transfobia.
- A acusação surge após trechos distorcidos de discurso de Lula, em evento no Rio, onde ele mencionava a deputada Elika Takimoto durante fala sobre inteligência artificial.
- Bolsonaristas e influenciadores associaram o trecho à Erika Hilton, sugerindo transfobia, mesmo com a deputada ausente do evento.
- O pedido à AGU solicita investigação de possível coordenação entre perfis que divulgaram a narrativa, responsabilização, retratação pública, remoção das publicações e comunicação à Secom.
- Elika Takimoto confirmou que Lula se referia a ela e denunciou a manipulação como movimento coordenado e transfóbico; a AGU ainda não se manifestou.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu à Advocacia-Geral da União que tome medidas contra conteúdos que atribuem ao presidente Lula a prática de transfobia. A cobrança ocorreu após a circulação de fake news em redes associadas à direita.
Hilton argumenta que trechos do discurso de Lula foram descontextualizados durante evento no Rio de Janeiro, gerando ataques coordenados. O episódio envolve difusão de informações que teriam distorcido o que o presidente disse sobre transfobia.
Segundo a parlamentar, as publicações se concentram em redes e sites de extrema direita e teriam ampliado a desinformação. O episódio começou a partir de um discurso na Casa da Moeda, durante a celebração dos 90 anos do salário mínimo.
Discurso e contexto
No evento, Lula tratou de riscos da inteligência artificial e mencionou a deputada Elika Takimoto, que estava na plateia. A versão editada de vídeos teria insinuado que Lula se referia a Erika Hilton, o que não ocorreu conforme o registro público.
Elika Takimoto confirmou que o comentário era direcionado a ela e criticou a manipulação do vídeo. Ela afirmou que a desinformação representa um movimento coordenado de transfobia, conforme suas redes sociais.
Ato da AGU e desdobramentos
No documento, Erika afirma que houve desinformação deliberada e que a narrativa pode prejudicar a imagem do presidente. O pedido solicita investigação de possíveis coordenadas entre perfis, responsabilização dos envolvidos e retratação pública.
Além disso, a deputada pede a remoção das publicações pelas plataformas digitais e comunicação à Secom sobre a rede de desinformação. Ela sustenta que o presidente não praticou transfobia nem se dirigiu à Erika Hilton.
Quem está envolvido
A deputada Erika Hilton atua como autora do pedido. Lula é a pessoa alvo das acusações de transfobia veiculadas de forma falsa. Elika Takimoto, a deputada mencionada no discurso, confirma ter sido o destinatário real da fala.
Sobre o envio do pedido
A AGU ainda não se manifestou publicamente sobre o encaminhamento. O caso envolve questões de desinformação, discurso político e impacto institucional. O presidente não comentou o assunto oficialmente até o momento.
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