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Esposa de Moraes perde processo que representava Vorcaro e Banco Master

Advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, perde queixa-crime contra Vladimir Timerman envolvendo Banco Master e Vorcaro; recurso negado

O ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, durante a posse de Edson Fachin na presidência do Supremo
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  • A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, perdeu um processo em que defendia o Banco Master e o CEO Daniel Vorcaro.
  • A queixa-crime, apresentada em outubro de 2024 por Viviane, acusava Vorcaro de calúnia e difamação; Vorcaro havia denunciado indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional envolvendo o banco e a Gafisa.
  • O Ministério Público recomendou à Justiça que o caso fosse rejeitado, argumentando que a notícia de fato não configura crime.
  • Em setembro de 2025, a 14ª Vara Criminal rejeitou a queixa, seguindo o entendimento do MP de que não havia justa causa para o processo; a decisão foi mantida em recurso pela Câmara de Direito Criminal em outubro.
  • Sobre o contrato entre o escritório de Viviane e o Banco Master, houve revelação de que seria possível pagar 3,6 milhões de reais por mês por 36 meses (total de 129 milhões), mas o acordo foi extinto após a liquidação do banco.

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, perdeu o processo em que representava o Banco Master e o CEO Daniel Vorcaro. A queixa-crime, movida em outubro de 2024, envolve acusações de calúnia e difamação. A vítima é Vorcaro, apontado como fundador do banco.

A ação foi apresentada após Vladimir Joelsas Timerman encaminhar uma notícia de fato ao Ministério Público Federal, alegando indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional envolvendo Vorcaro, o Banco Master e Nelson Tanure. Timerman descreveu supostas operações fraudulentas ligadas à Gafisa e ao Fundo Brazil Realty.

O Ministério Público recomendou a rejeição da notícia de fato, entendendo que não configurava crime. Em setembro de 2025, a 14ª Vara Criminal seguiu esse parecer e rejeitou a queixa-crime, alegando falta de justa causa. Viviane recorreu insistindo na defesa de Vorcaro.

O recurso foi indeferido pela Justiça em outubro, com nova rejeição pela Câmara de Direito Criminal. A decisão determinou que Vorcaro e o Banco Master pagassem honorários de R$ 5,5 mil ao investidor processado.

Contrato

Este é o primeiro registro público do envolvimento de Viviane Barci de Moraes com o Banco Master. O contrato entre o escritório da advogada e a instituição previa pagamento de R$ 3,6 milhões por mês durante 36 meses, totalizando R$ 129 milhões, apenas em caso de cumprimento integral.

Segundo a reportagem do O Globo, o pagamento mensal dependeria da continuidade do contrato, e o valor total só ocorreria se o acordo fosse executado integralmente. Com a liquidação do banco, o contrato foi extinto.

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