- A Polícia Federal apreendeu cinco celulares que pertencem ao controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, entre 39 aparelhos apreendidos na segunda fase da operação Compliance Zero.
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- O ministro Dias Toffoli deslocou as provas para a Procuradoria-Geral da República e indicou quatro peritos da Polícia Federal para a extração dos dados, o que pode atrasar a apuração e impactar novos depoimentos.
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- Vorcaro deve prestar depoimento no dia 27 de janeiro; a transferência das provas e a definição de peritos acendem questionamentos sobre rapidez e transparência do processo.
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- O caso envolve sigilo extremo das provas e suspeitas de ligações entre autoridades, judiciary e gestores do Master, com críticas sobre possíveis conflitos de interesse e proteção de informações.
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- A investigação mira crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e manipulação de mercado, com foco em ligações entre Vorcaro, fundos de investimento e escritórios que atuam junto a autoridades.
A Polícia Federal apreendeu cinco celulares que pertencem ao controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, em meio à segunda fase da Operação Compliance Zero deflagrada no dia 14. Cerca de 42 mandados de busca foram cumpridos e 39 celulares foram apreendidos no total.
Os aparelhos de Vorcaro integram o conjunto de evidências que pode ligar autoridades públicas a supostos crimes no caso. A retirada dos novos dispositivos da custódia da PF e o encaminhamento à Procuradoria-Geral da República por determinação do ministro Dias Toffoli pode impactar a continuidade das apurações.
A segunda fase investiga organização criminosa, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado, com foco em supostas fraudes financeiras no Banco Master e em operações com fundos de investimento. A magnitude estimada envolve bilhões de reais.
Vorcaro é o principal alvo das investigações, mas não há confirmação de participação direta de pessoas com foro privilegiado na etapa atual. Um celular já havia sido apreendido na fase inicial, em novembro, considerado uma peça-chave para a apuração.
Toffoli centralizou o inquérito no STF e nomeou quatro peritos da PF para acompanhar a extração de dados, com a possibilidade de uma equipe maior posteriormente. A medida visa acompanhar a cadeia de custódia e a validade das provas.
O relator do caso no STF argumenta que a supervisão judicial é necessária para assegurar a integridade das provas, evitar descaracterização e manter o sigilo. Parlamentares e juristas questionam eventuais conflitos de interesse em decisões do ministro.
Analistas ressaltam que o sigilo extremo e o controle de acesso às provas podem dificultar a análise completa e favorecimento de partes. As investigações apontam ligações entre familiares de autoridades e investimentos vinculados ao Master.
Entre os alvos, aparecem operações com a Reag Investimentos, administradora de fundos cuja relação com o Master é objeto de apuração. A empresa foi liquidada pelo Banco Central, que afirma não haver provas de ligação com fraudes.
Defesas sustenta que não houve participação de terceiros em irregularidades e que Vorcaro coopera com as investigações. Tanure, envolvido em contratos investigados, afirma não ter envolvimento ilícito com o Master.
De acordo com a PF, as novas evidências devem complementar o material já coletado na primeira fase, ajudando a esclarecer o suposto esquema envolvendo o Master, Vorcaro e figuras influentes em Brasília. O material está sob sigilo e passará por perícia definida pelos parâmetros legais.
O depoimento de Vorcaro está marcado para o dia 27 de janeiro. As autoridades avaliam impactos do curto prazo de depoimentos e da entrega de novas provas à PGR para fundamentar eventuais desdobramentos judiciais.
O caso envolve suspeitas de inflar balanços, ocultar patrimônio e utilizar uma rede de influência para facilitar operações financeiras. A apuração deve cruzar informações entre a PF, a PGR e o STF, com foco em evitar tratamentos privilegiados no andamento do processo.
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