- A Eraring, maior usina a carvão da Austrália, ficará em operação até abril de 2029, estendendo em dois anos sua vida útil.
- A decisão foi comunicada pela Origin Energy, após acordo com o governo de New South Wales, mantendo as quatro unidades em funcionamento.
- A medida busca manter a segurança da rede elétrica diante de incertezas de confiabilidade do sistema até a entrega de novas fontes de energia e armazenamento.
- Autoridades estaduais destacam que a extensão ajuda as metas de redução de emissões, enquanto críticos afirmam que mantém fireis custos de vida e prejudica as metas climáticas.
- Origin diz que a extensão não deve afetar as metas de 2030 e o objetivo de zero emissões líquidas até 2050; a reação política varia entre apoio à segurança energética e críticas à continuidade do uso de carvão.
Eraring, a maior usina a carvão da Austrália, terá a operação mantida por mais dois anos, até abril de 2029, para reforçar a estabilidade da rede elétrica nacional durante a transição pós-retirada prevista. A empresa controladora é a Origin Energy, com a planta localizada em Lake Macquarie.
A extensão foi comunicada pela Origin à governo de New South Wales (NSW), à Australian Securities Exchange (ASX) e ao Australian Energy Market Operator (Aemo). Todos os quatro blocos da usina seguirão em funcionamento.
A decisão ocorre após o Aemo divulgar, no mês anterior, um Plano de Transição que indicou déficits de robustez da rede para 2027-28 sob a data de desativação original de Eraring. Governo e setor avaliam que haverá suprimento suficiente até 2029, com novas fontes renováveis e armazenamento.
Situação de energia e transição
Penny Sharpe, ministra de Meio Ambiente de NSW, afirmou que a extensão oferece segurança para trabalhadores, mercado e consumidores, além de apoiar metas de redução de emissões estaduais para 2030. O governo destacou avanços na substituição de usinas antigas por energia limpa.
Frank Calabria, CEO da Origin, comentou que manter Eraring em operação oferece tempo adicional para a entrega de renováveis, armazenamento e transmissão, diante de incertezas sobre confiabilidade da frota de carvão e gás existente. A empresa enfatizou progresso em infraestrutura de energia.
Críticas também chegaram de aliados ambientais. O Green NSW afirmou que a medida prejudica metas climáticas, enquanto oposicionistas sugerem que a decisão expõe fragilidades da transição para renováveis. O governo mantém o foco em manter o fornecimento estável de energia.
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