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PF aposta na PGR para conduzir investigações do caso Master, alvo Toffoli

PF aposta na PGR para conduzir investigações do caso Master após Toffoli centralizar acesso a dados, gerando tensão com o STF

Ministro Dias Toffoli, durante a sessão plenária do STF. — Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • A Polícia Federal aposta na Procuradoria Geral da República para conduzir as investigações sobre fraudes no banco Master, após Toffoli transferir a custódia de celulares e computadores para a PGR.
  • A cúpula da PF teve reunião com o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e houve avaliação de que o encontro foi “ótimo”.
  • Toffoli mudou de posição e autorizou que o material ficasse com a PGR, depois de inicialmente querer manter no gabinete dele; a decisão ocorreu diante de críticas e da inviabilidade técnica de extrair conteúdos.
  • A PF reclama de ficar de fora da extração e da análise do material, além de discordar de realizar depoimentos no STF, defendendo que as oitivas ocorram na PF.
  • A expectativa é de reação interna no STF, já que a imagem do tribunal fica abalada pelas investidas envolvendo a PF e o caso Master; a pauta de prorrogação do inquérito também foi aprovada, em mais sessenta dias.

Polícia Federal pretende manter relação próxima com a Procuradoria Geral da República para conduzir investigações sobre o caso Master, alvo das ações envolvendo o ministro Dias Toffoli. A PF busca dar andamento aos procedimentos de apuração das fraudes e irregularidades atribuídas ao banco Master, conforme apurado.

A cúpula da PF já teve um primeiro encontro com o procurador-geral Paulo Gonet, considerado favorável pela corporação. A reunião tratou de como dar continuidade aos trabalhos após Toffoli determinar que o material apreendido na segunda fase da operação Compliance Zero ficasse com a PGR.

A PF aponta que houve divergência inicial sobre a custódia dos dados. A PGR defendia que o material ficasse com a PF, prática comum, mas Toffoli decidiu entregar tudo à PGR para análise. A decisão gerou críticas internas na PF.

Desdobramentos na relação com o STF

A corporação também espera sinais de resposta interna no STF, diante do que julga interferência de Toffoli no andamento do inquérito. A PF sustenta que não pode ficar sem participar da extração e da análise dos conteúdos dos celulares e computadores.

Outra divergência envolve o local para ouvir os investigados. A PF reivindica depoimentos no seu espaço institucional, enquanto Toffoli autorizou que as oitivas ocorram no STF. O ministro já reduziu o prazo para coleta de depoimentos de cinco para dois dias.

Entretanto, houve avanço ao aprovar a prorrogação do inquérito por mais 60 dias. O prolongamento facilita a continuidade das investigações, mesmo com as mudanças de jurisdição e de condução do caso.

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