- Darren Jones, secretário-chefe do primeiro-ministro, propõe facilitar a demissão de funcionários públicos seniores que não entregam resultados, como parte de uma reformulação de Whitehall.
- Planos preveem pequenas equipes de alta disposição a assumir riscos para enfrentar problemas específicos, com ministros definindo indicadores de desempenho.
- Bonificações futuras ficariam reservadas àqueles com realizações excepcionais, e quem não atender às expectativas poderia ser desligado.
- As equipes seriam estruturadas para serem ágeis usando o critério “duas pizzas” para limitar o tamanho e aumentar a rapidez na tomada de decisões.
- O governo também pretende reduzir etapas e consultas em novos políticas e entregas, citando exemplos como uma pendência da Receita Federal com redução de quarenta passos para apenas duas camadas de aprovação.
Darren Jones, secretário-chefe do primeiro-ministro, anunciou planos para acelerar mudanças na administração pública britânica, com foco em responsabilização de alto nível e reforma de estruturas burocráticas. A proposta envolve criar equipes pequenas e de atuação rápida para enfrentar problemas específicos, ao mesmo tempo em que se estabelece a possibilidade de desligar servidores que não entreguem resultados.
Jones defendeu que, no novo modelo, bônus significativos serão reservados a quem apresentar desempenho excepcional. Indicadores de performance para cargos seniores seriam definidos pelos ministros, com a possibilidade de dispensar quem não cumprir as metas. A ideia é reduzir a sensação de estagnação em Whitehall.
O palestrante, realizado em um evento na região oeste de Londres, defendeu uma transformação digital ampla da máquina pública, sob o lema de agir com rapidez para corrigir falhas. Segundo ele, o estado britânico encontra-se em necessidade de reestruturação para melhorar o atendimento ao cidadão.
Estrutura de trabalho e metas de curto prazo
Planos incluem a criação de pequenas unidades focadas, que receberiam apoio adicional de ministros conforme necessidade. Essas equipes seriam avaliadas por meio do critério de compartilhar recursos com o tamanho adequado para manter agilidade, segundo o conceito conhecido como “duas pizzas”.
Jones ressaltou que muitos funcionários públicos compartilham a frustração com a burocracia, e que mudanças podem facilitar o andamento de projetos. Ainda não foram definidos os problemas específicos a serem priorizados.
Separação entre burocracia e inovação
O governo também pretende reduzir etapas de consulta e aprovação em políticas públicas, citando um piloto da Receita Federal com redução de 40 passos para apenas duas camadas de aprovação. A meta é simplificar processos sem comprometer a qualidade.
A iniciativa conta com o envolvimento de outras autoridades, como o procurador-geral, que acompanhará a revisão de obstáculos legais, regulatórios e processuais. A ideia é desburocratizar sem comprometer o controle institucional.
Reações e perspectivas
Representantes sindicais foram questionados sobre a aceitação de maior risco entre servidores. O governo argumenta que o maior desafio é aumentar a produtividade, desde que haja salvaguardas e clareza sobre responsabilidade.
A associação de servidores destacou que há profissionais capazes de entregar resultados, especialmente em áreas como ciência, dados e gestão de projetos, que muitas vezes recebem remuneração abaixo do mercado. A discussão envolve atratividade da carreira pública.
Especialistas ouvidos pelo veículo destacam que reformas anteriores não alcançaram grande sucesso, mas indicam que maior competição interna e incentivos claros podem estimular mudança, desde que haja governança sólida e proteção de direitos.
Fontes citadas apontam que o governo vê a reforma como parte de uma transformação mais ampla da relação entre Estado e cidadão, com foco em serviços online rápidos e eficientes. A prática de alinhar metas públicas a experiências de consumo digital é um eixo central.
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