- O governo busca consenso no Congresso para aprovar o acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado no último sábado, com tramitação estimada na Câmara e no Senado a partir de fevereiro.
- A estratégia é reunir forças de várias correntes políticas e sinalizar ganhos ao agronegócio, setor com maior oposição no Congresso; Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, pretende levar o tema à reunião de líderes no fim de janeiro.
- O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, eliminando tarifas sobre mais de noventa por cento do comércio bilateral e ampliando as exportações de carne, açúcar, arroz, mel e soja para a União Europeia, além de facilitar a entrada de automóveis, máquinas, vinhos e bebidas europeias no Mercosul.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a prioridade é acelerar a tramitação para que o acordo entre em vigor o quanto antes, em meio a críticas anteriores ao Legislativo.
- Mesmo com a possibilidade de atraso por causa do Carnaval, a expectativa é de avanço no primeiro semestre; no Senado, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad, sinalizou apoio para acelerar a análise, e o vice-presidente Geraldo Alckmin acredita na aprovação ainda neste ano com vigência no segundo semestre.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula no Congresso Nacional a rápida aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, assinado no último sábado. A meta é levar o tema à Câmara e ao Senado já no início do ano legislativo, como sinal de diálogo institucional diante da crise política do ano anterior.
A estratégia busca unir parlamentares de diferentes correntes em torno de uma agenda considerada positiva para o país. O governo enxerga ganhos para o agronegócio, setor que compõe parte expressiva da oposição ao Planalto no Congresso.
Avanço no calendário e objetivo político
Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias tem conversado com o presidente da casa, Hugo Motta, para apresentar a proposta no fim de janeiro, possivelmente na reunião de líderes marcada para o dia 28. A ideia é começar o ano com uma pauta que tenha apoio amplo.
Motta já indicou que pretende priorizar a tramitação do acordo. O objetivo é que ele entre em vigor o quanto antes, permitindo que seus benefícios sejam sentidos pelos atores econômicos rapidamente.
Estrutura do acordo e impactos comerciais
O texto cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, após mais de 20 anos de negociações. A eliminação de tarifas atinge mais de 90% do comércio bilateral, facilitando a entrada de automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas da UE.
Ao mesmo tempo, o acordo facilita as exportações sul-americanas, como carne, açúcar, arroz, mel e soja, para o mercado europeu, ampliando oportunidades para produtores da região.
Perspectivas no Senado e planos do Executivo
No Senado, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad, afirmou que o presidente da casa, Davi Alcolumbre, mostrou disposição de acelerar a análise. A votação pode ocorrer ainda no primeiro semestre, segundo o senador.
O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou a previsão de aprovação ainda neste ano, destacando que a lei precisa ser internalizada no Brasil para a vigência do acordo, prevista para o segundo semestre.
Entre na conversa da comunidade