- Lula deve anunciar neste ano um grande pacote de desapropriações de terra para a reforma agrária, até o fim desta semana, afirma o ministro Paulo Teixeira.
- O anúncio será feito em Salvador, durante encontro nacional do MST com cerca de três mil delegados.
- Segundo Teixeira, 230 mil famílias já foram incluídas no programa e 26 mil devem ser assentadas entre fevereiro e março.
- O ministro diz que a maior entrega em quatro anos de Lula deve ocorrer em 2026, com investimentos orçamentários e extra-orçamentários na pasta.
- Como exemplo de avanço, aponta a resolução de um conflito no oeste do Paraná, com 34 mil hectares destinados a três famílias, além de críticas do MST por atrasos.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva pretende anunciar um grande pacote de desapropriações de terras ainda nesta semana. A afirmação foi feita pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira. A ação envolve o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e visa ampliar a reforma agrária no país.
Segundo Teixeira, já foram incluídas 230 mil famílias no programa de reforma agrária. Além disso, cerca de 26 mil devem ser assentadas entre fevereiro e março. O anúncio está previsto para ocorrer durante evento em Salvador, com a participação de aproximadamente 3 mil delegados do MST.
Paulo Teixeira declarou que a entrega mais expressiva deverá ocorrer em 2026, durante o terceiro mandato de Lula. O ministro ressaltou que o governo tem viabilizado recursos orçamentários e extraorçamentários para a reforma agrária, apesar das críticas recentes do MST.
Reforma agrária
O titular do Desenvolvimento Agrário afirmou que houve reconstrução da pasta, após críticas à condução anterior. Ele lembrou que a Pasta foi extinta no governo Temer e que, sob Bolsonaro, herdou um estoque de terras e enfrentou tensões com grandes proprietários.
Teixeira citou a criação de 65 políticas públicas e a viabilização de orçamento específico para o setor como resultados do esforço atual. Em paralelo, destacou o acordo que encerrou um conflito de 30 anos no oeste do Paraná, que destinou 34 mil hectares para três famílias.
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