- Nandy pretende pedir à Ofcom que avalie, em relação à pluralidade da mídia, o possível impacto da aquisição de £500 milhões dos títulos Telegraph pela DMGT, dona do Daily Mail.
- A CMA também vai analisar se o negócio levanta questões de concorrência.
- A ministra deve emitir um PIIN (aviso de intervenção de interesse público), dando início a uma investigação de até 40 dias úteis.
- Nandy afirmou que o acordo não precisa ser submetido ao regime de influência de estados estrangeiros, pelo menos por ora.
- A RedBird IMI (junção entre RedBird Capital Partners e International Media Investments) e a DMGT têm prazo até 26 de janeiro para responder; o acordo manteria equipes editoriais separadas e busca consolidar o Telegraph como marca global.
O Secretário de Cultura, Lisa Nandy, planeja encaminhar a aquisição de 500 milhões de libras dos títulos Telegraph pela controladora do Daily Mail às autoridades regulatórias de mídia e concorrência do Reino Unido. A informação aponta para avaliação sobre impactos na pluralidade dos meios.
A DMGT (Daily Mail & General Trust) concordou, em novembro, em comprar os títulos Telegraph, formando um grupo de comunicação com tendência de direita. A manobra envolve o Daily Mail, o Mail on Sunday, o Telegraph e o Sunday Telegraph.
Nandy declarou estar “minded to” pedir ao Ofcom que analise o efeito da fusão na pluralidade de veículos de imprensa. A CMA ficará responsável por verificar possíveis impactos à concorrência. A análise pode abrir processo de até 40 dias úteis.
O governo também avalia se há questões de interesse público na operação, principalmente pela concentração de controle de veículos nacionais. A intervenção pode resultar em um Public Interest Intervention Notice (PIIN) para iniciar a apuração.
Nandy informou ter escrito aos atuais e futuros proprietários do Telegraph Media Group para comunicar a possível intervenção. Ela afirmou ainda que o acordo não entra no regime de influência de estados estrangeiros (FSI).
A RedBird IMI, joint venture entre RedBird Capital Partners e a International Media Investments, controla o Telegraph desde 2023. O grupo foi colocado à venda após mudanças regulatórias no Reino Unido.
Em negotiations recentes, RedBird Capital inicialmente se aliou ao DMGT, que passou a deter cerca de 10% do negócio, mas o acordo com a parceria recuou em novembro. A busca por controle do Telegraph, porém, segue trajetória antiga.
Caso concluído, o Telegraph, o Mail e demais veículos sob DMGT integrariam um portfólio que já inclui Metro, i Paper e New Scientist. A DMGT já atua como responsável pelo contrato publicitário dos títulos.
Como parte da oferta divulgada, as equipes editoriais do Mail e do Telegraph permaneceriam independentes, com investimentos para transformar os títulos em uma marca global. O acordo também visaria dar segurança aos funcionários do Telegraph.
A família Rothermere, proprietária da DMGT, busca há anos o controle dos jornais Telegraph, repetindo interesse que já foi recusado na venda de 2004 aos irmãos Barclay. O processo atual envolve disputas que se arrastam há mais de dois anos.
Intervenção regulatória
O Ministério de Cultura analisa impactos na pluralidade com a fusão e pode exigir avaliação adicional por Ofcom e CMA, mantendo o foco em neutralidade e transparência. O prazo para resposta institucional envolve etapas formais de apuração.
Entre na conversa da comunidade