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Oposição sem votos para afastar ministro do STF, diz líder

Líder da oposição afirma que Senado não tem votos para pautar ou cassar ministro do STF; são necessários 54 votos (dois terços)

Deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da Oposição na Câmara. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva, disse que a oposição no Senado não tem votos suficientes para pautar e cassar um ministro do STF, em entrevista ao portal O Antagonista.
  • Para cassar um ministro é necessário ter dois terços dos votos, ou seja, 54 de 81, e hoje o cenário não soma essa maioria.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem na mesa mais de setenta pedidos de impeachment contra ministros do STF, com destaque para Alexandre de Moraes; houve alteração e recuo de regras sobre denúncias.
  • Alcolumbre trabalha com projetos que afetam o STF, como mandatos para magistrados e a extinção de decisões monocráticas.
  • O líder também mencionou o “judicialismo de coalizão”: Lula não tem maioria no Congresso, mas, segundo ele, conta com apoio na Suprema Corte, o que complica o panorama político.

Oposição não tem votos para afastar ministro do STF, afirma líder. Cabo Gilberto Silva (PL-PB) disse que, na prática, não há maioria no Congresso para cassar um ministro da Suprema Corte e restaurar o Estado de Direito. A declaração foi dada em entrevista ao portal O Antagonista, publicada nesta terça-feira (20).

O líder citou a falta de mecanismos concretos de atuação para a oposição, ressaltando que a obtenção de 54 votos no Senado é necessária para afastar um ministro. Hoje, o PL tem 15 senadores, Republicanos soma quatro e Novo apenas um, conforme o retrato atual da Casa.

Alcolumbre e a pauta no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem na mesa mais de 70 pedidos de impeachment contra ministros do STF, com a maioria direcionada a Alexandre de Moraes. Gilmar Mendes já alterou regras do processo, mas recuou após ameaça de retaliação por parte de Alcolumbre.

Entre as propostas que impactam o STF, estão textos que preveem mandatos para magistrados e a extinção de decisões monocráticas. O debate sobre esse conjunto de projetos sustenta críticas ao que alguns chamam de judicialismo de coalizão no Congresso.

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