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Parlamentares pressionam investigação do caso Master no INSS e Crime Organizado

Parlamentares avançam com convocações de diretores do Banco Master na CPMI do INSS, diante de restrições de sigilo determinadas por Toffoli

Sessão da CPMI do INSS de 03 de novembro (Foto: Carlos Moura / Agência Senado)
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  • Parlamentares da CPMI do INSS e da CPMI do Crime Organizado pressionam para abrir investigações sobre o Banco Master, em meio à resistência a uma CPI específica e aos entraves do STF.
  • O ministro Dias Toffoli decidiu que documentos com quebras de sigilo ficam sob guarda da presidência do Senado até decisão final do STF, mas manteve válidas as medidas já autorizadas pela CPMI e pela Justiça.
  • O Master firmou 338,6 mil contratos de crédito consignado com beneficiários do INSS entre outubro de 2021 e setembro de 2025; cerca de 252 mil contratos (74,3%) não teriam sido apresentados.
  • A Polícia Federal bloqueou 5,7 bilhões de reais em bens e valores; há indícios de crimes financeiros com possível envolvimento de autoridades públicas, e parlamentares já pedem depoimento de diretores e de parentes do controlador Daniel Vorcaro.
  • A oposição pediu a Mendonça a liberação de provas sigilosas de Vorcaro e de itens obtidos pela PF; há ainda movimentos para abrir comissões específicas e explorar a CPI do Crime Organizado para ampliar a apuração.

Parlamentares articulam investigações paralelas sobre o caso Master nas comissões do INSS e do Crime Organizado. Eles tentam contornar resistência à criação de uma CPI específica e enfrentar restrições impostas pelo STF, que dificultam acesso a evidências da PF.

Na CPMI do INSS, lawmakers discutem convocar diretores do Banco Master e parentes do controlador Daniel Vorcaro para depor. A ideia é contornar o bloqueio do STF às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do banqueiro.

No começo de dezembro, Dias Toffoli determinou que documentos com sigilos permaneçam sob guarda da presidência do Senado até decisão final do STF. As decisões da CPMI e da Justiça que autorizam sigilos seguem válidas, porém ficam sob dúvidas de cumprimento.

A conexão com o INSS está nos empréstimos consignados. Dados apontam 338,6 mil contratos com beneficiários do INSS entre outubro de 2021 e setembro de 2025, dos quais cerca de 252 mil não teriam sido apresentados pela instituição.

Analistas avaliam que operações do Master podem configurar outros crimes financeiros bilionários, com possível envolvimento de autoridades públicas. A PF já bloqueou 5,7 bilhões em bens e valores em recente operação.

Requerimentos da senadora Damares Alves pedem a convocação de um superintendente, dois diretores e um sócio do Master para depor na CPMI. Ela sustenta que ocupavam cargos estratégicos na governança da instituição.

Já aprovado, um outro requerimento pode levar Vorcaro a depor. Não há certeza de sua obrigatoriedade, pois outros depoentes já se ausentaram por decisões do STF.

Parlamentares esperam retomar os trabalhos em fevereiro para ampliar convocações e o escopo da apuração sobre o Master, com foco em documentos e pessoas próximas ao controlador.

A defesa de Vorcaro afirmou à Gazeta do Povo que o empresário tem colaborado com as autoridades e atenderá todas as medidas judiciais com transparência.

Oposição pede a Mendonça a liberação de provas. Assinam o requerimento relator Alfredo Gaspar e senadores Rogério Marinho e Eduardo Girão, além de deputados como Adriana Ventura e Marcel Van Hattem.

Eles argumentam que mais de 30 dias se passaram desde a decisão provisória de Toffoli e pedem resolução definitiva do STF, além do compartilhamento de evidências colhidas pela PF.

O ministro André Mendonça, relator da ação sobre o caso, é considerado pelo grupo como responsável por decidir sobre a devolução de provas. A oposição teme novos entraves no processo.

A CPI do Crime Organizado pode ampliar frentes de investigação sobre crimes econômicos. O relator Alessandro Vieira defende dividir a comissão em tópicos para incluir o Master no escopo, com base em indícios de lavagem de dinheiro.

Operações da PF já indicam possível crime de organização criminosa envolvendo o Master. O colegiado do Crime Organizado busca consolidar esses elementos para sustentar novas frentes de apuração.

Deputados e senadores já coletam assinaturas para comissões específicas sobre o Master. No Senado, Eduardo Girão tem 42 assinaturas, acima do mínimo, para instalar a CPI. Um requerimento na Câmara passa por trâmites.

Outra proposta de CPMI, coordenada por governistas, já tem assinaturas suficientes. A instalação depende de ritos e da anuência da cúpula do Congresso, que pode enfrentar entraves eleitorais.

Novos requerimentos devem ser protocolados na CPMI do INSS após a retomada. O relator Alfredo Gaspar defende ouvir mais dirigentes do banco e pessoas próximas a Vorcaro, ampliando o leque de convocados.

Zé Medeiros reforça a necessidade de ouvirem qualquer envolvido que tenha participação objetiva nos fatos apurados, inclusive parentes do controlador, para esclarecer responsabilidades sem prejulgamentos.

Para a CPMI, a estratégia é manter o trabalho em andamento, mesmo com o impedimento de sigilos, por meio de oitivas, depoimentos técnicos e cruzamento de informações.

O caso Master foi apresentado à CPMI pelo advogado Eli Cohen, que descreveu um esquema com falsificação de contratos, uso de telemarketing e controle de cadastros de aposentados. Em resposta, o BMG afirmou que o investigado deixou o banco em 2020.

O PicPay afirmou não comentar o caso, e o Banco Master ainda não enviou posicionamento oficial até o fechamento desta edição.

Fontes: reações de integrantes da CPMI, defesas e notas oficiais.

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