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Atlas aponta Flávio como candidato bolsonarista; Tarcísio não está descartado

AtlasIntel consolida Flávio Bolsonaro como candidato bolsonarista, mas custo político do recuo freia ambições nacionais; Tarcísio permanece estável, sem impulso no cenário com Lula

Lula, Tarcísio e Flávio Bolsonaro. Fotos: Ricardo Stuckert / PR; Bruno de Lima / Governo de São Paulo; e Carlos Moura/Agência Senado
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  • Pesquisa AtlasIntel aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto em um segundo turno contra Lula (PT), que tem 49%; em dezembro, Lula vencia por 53% a 41%.
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com desempenho semelhante a Flávio em comparação direta com Lula, mas o cenário é de estagnação para o governador.
  • Em cenários de primeiro turno, Flávio aparece com 35% sem Tarcísio; com o senador ausente, Lula lidera com 48% a 49%.
  • Quando os dois bolsonaristas aparecem, Flávio tem vantagem de 28% a 11% sobre Lula, que fica entre 48% e 49% nos cenários.
  • O AtlasIntel aponta dificuldades iniciais da pré-candidatura de Flávio, citando lançamento abrupto, tensões familiares e a percepção de que a candidatura pode ter sido estratégia de barganha; Tarcísio enfrenta rejeição menor, com 47% afirmando que não votariam nele.

O AtlasIntel divulgou nesta quarta-feira 21 a consolidação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Em um possível segundo turno, ele tem 45% das intenções de voto contra 49% de Lula (PT). Em dezembro, Lula era 53% a 41%.

Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fica em igualdade de desempenho com Lula em cenários diretos, mantendo a estagnação. No levantamento anterior, Lula liderava por 49% a 45%.

Nas simulações de primeiro turno, Flávio aparece com 35% em cenário sem Tarcísio, e 28% quando o senador não participa. Com ambos, a vantagem é de Flávio: 28% a 11%. Lula continua na liderança, entre 48% e 49%.

De acordo com Yuri Sanches, chefe de Risco Político do AtlasIntel, o lançamento da pré-candidatura de Flávio em dezembro ocorreu com apoio abaixo do piso histórico do bolsonarismo. O início foi considerado pouco estruturado.

Sanches aponta que a ansiedade por uma unidade bolsonarista, tensões familiares e a afirmação de Flávio de que a candidatura tinha um “preço” contribuíram para a percepção de fragilidade inicial. A percepção pública, segundo ele, melhorou conforme a campanha se organizou.

Flávio atua em duas frentes: buscar a unidade do bolsonarismo, incluindo contatos com o Centrão, e acalmar as disputas internas, especialmente envolvendo Michelle Bolsonaro. Ao mesmo tempo, tenta afastar Tarcísio de qualquer ambição nacional.

O governador adiou uma visita a Jair Bolsonaro prevista para quinta-feira 22, após Flávio dizer que o ex-presidente lhe passaria que uma candidatura nacional não era prioridade. A mudança de planos ocorre em meio a tensões no campo bolsonarista.

Na nova pesquisa, o trunfo de Tarcísio fica na rejeição mais baixa: 47% dizem que não votariam nele, frente a 41% que rejeitam Flávio. Atores ouvidos sugerem que Tarcísio dialoga com um eleitorado menos ideológico.

Segundo analistas, Tarcísio lida com um eleitor menos preso a identidades partidárias, enquanto Flávio enfrenta maiores dificuldades para ampliar o alcance em um eventual segundo turno. A leitura aponta um desafio maior para o senador.

Apesar disso, a chance de Tarcísio competir pela candidatura de Jair Bolsonaro parece reduzir. A consolidação de Flávio e o custo político de um recuo tornam a alternativa menos viável, indicando um caminho mais provável na relação entre os nomes.

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