- O STF autorizou que o bispo Robson Rodovalho e o deputado Thiago Manzoni prestem assistência religiosa a Jair Bolsonaro, que está preso.
- A primeira visita deve ocorrer na próxima semana; Rodovalho diz que o objetivo é “levantar a fé” do ex-presidente para trazer esperança.
- Ele compara a missão à força que Mandela teve para vencer 27 anos de cárcere, e não pretende montar roteiro nem combinar a visita com Manzoni.
- Rodovalho afirma que manteve relação com Bolsonaro pelo viés cristão de fé, lembrando que o ex-presidente participava de eventos na igreja como cristão.
- O bispo também defende prisão domiciliar para Bolsonaro, comenta decisões do STF como viés jurídico e afirma que a assistência religiosa é direito previsto na Lei de Execução Penal.
O bispo Robson Rodovalho, líder da Igreja Sara Nossa Terra, foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a prestar assistência religiosa a Jair Bolsonaro, preso na Papudinha. A iniciativa visa tirar o ex-presidente de um momento de desesperança, segundo divulgação pública.
A primeira visita está marcada para a próxima semana. Além de Rodovalho, o deputado distrital e pastor Thiago Manzoni (PL) também está autorizado a oferecer apoio religioso a Bolsonaro.
Rodovalho afirma que a missão é fortalecer a fé do ex-presidente para que ela possa influenciar positivamente a mente e, com isso, abrir espaço para esperança no futuro. O líder religioso citou Nelson Mandela como exemplo de força diante de longos períodos de cárcere.
O bispo não quer montar um roteiro nem combinar previamente a visita com Manzoni, alegando querer manter a espontaneidade para evitar qualquer viés político inexistente. Ressalta que o relacionamento com Bolsonaro ocorreu dentro de um viés cristão de fé.
Rodovalho também defende a prática de prisão domiciliar para Bolsonaro. Ele chegou a visitar o ex-presidente durante a pena em casa e informou ter sugerido à família a busca por tratamento para quadros de soluços.
O líder evangélico criticou decisões do STF que envolvem Bolsonaro, descrevendo-as como um viés jurídico ainda desconhecido no país. Afirmou que o cenário jurídico pode evoluir, levando a uma leitura diferente do caso no futuro.
A assistência religiosa em presídios é prevista pela Lei de Execução Penal e inclui a possibilidade de acesso a textos religiosos. Rodovalho mencionou participação em atividades religiosas em presídios pelo menos duas vezes ao ano.
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