- A Comissão de Supervisão da Câmara deve votar nesta quarta-feira, 21, a abertura de processo por desacato contra Bill e Hillary Clinton por não deporem na investigação sobre Jeffrey Epstein.
- São duas resoluções que acusam o ex-presidente e a ex-secretária de Estado de desobedecerem intimações emitidas há uma semana para depoimento presencial.
- Se aprovadas, as medidas seguem para a Câmara dos Representantes, que decidirá se cita formalmente os Clinton e encaminha o caso ao Departamento de Justiça para eventual processo.
- Os Clinton alegam que a investigação é usada para atacar adversários políticos do presidente Donald Trump.
- Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, se apresenta em 9 de fevereiro à Comissão de Supervisão da Câmara e deve permanecer em silêncio, conforme seus advogados.
O Congresso dos Estados Unidos deverá votar nesta quarta-feira, 21, a abertura de processo contra Bill e Hillary Clinton por desacato ao Congresso. A ação decorre da recusa dos Clinton de depor na investigação sobre o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, analisa as medidas.
A Comissão de Supervisão da Câmara avalia duas resoluções que acusam o ex-presidente e a ex-secretária de Estado de desobedecer intimações para comparecer pessoalmente aos investigadores. Se aprovadas, as propostas vão à Câmara, que decidirá se cita formalmente os Clinton e encaminha o caso ao Departamento de Justiça.
Os republicanos destacam investigações anteriores sobre Epstein para justificar o depoimento. Já os Clinton afirmam que a apuração tem motivação política e envolve adversários do presidente Donald Trump, que também é alvo de críticas por não ter deposto.
Maxwell será ouvida pela Comissão de Supervisão em 9 de fevereiro. A cúmplice de Epstein está presa há anos por tráfico de pessoas para exploração sexual e poderá permanecer em silêncio, conforme informou o presidente da comissão, James Comer.
A defesa dos Clinton argumenta que a investigação tenta desviar atenções de casos envolvendo a Casa Branca e o Departamento de Justiça. A defesa de Maxwell confirma o direito ao silêncio, sob orientação de seus advogados.
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