- Marine Le Pen respondeu às perguntas dos juízes em Paris, adotando tom mais contido, e negou irregularidades; continua proibida de ocupar cargo público por conta de condenação relacionada a fundos da União Europeia.
- Ela e outros foram considerados culpados de apropriação indevida de mais de quatro milhões de euros de recursos da UE, usados para pagar pessoal que trabalhava para o partido.
- O julgamento pode definir se Le Pen poderá concorrer à eleição presidencial de 2027; a decisão de manter ou aumentar o banimento deve ocorrer até o verão.
- A candidata contestou a ideia de existir um “sistema” dentro do Rassemblement National para desvio de verbas e atribuiu parte da responsabilidade ao pai, Jean-Marie Le Pen, que liderou o partido até 2014.
- Caso não possa disputar, o presidente do RN, Jordan Bardella, de 30 anos, pode assumir o papel de candidata alternativa.
O Tribunal de Paris ouve Marine Le Pen em seu recurso, com a líder da direita francesa mantendo tom contido ao responder às perguntas dos juízes. Ela nega qualquer irregularidade após ter sido impedida de ocupar cargos públicos devido à condenação por uso indevido de recursos da UE.
Le Pen, à frente do partido Nacional Rally (RN) há anos, participa de um recurso crucial que pode determinar sua elegibilidade para concorrer à presidência de 2027. A pena de cinco anos de ineligibilidade foi aplicada na prática no ano passado.
Entre 2004 e 2016, juízes concluíram que parte das verbas da União Europeia destinadas ao Parlamento Europeu foi utilizada para pagar funcionários ligados ao RN. A defesa sustenta que não houve um sistema de desvio de recursos.
Respondendo ao juiz Michele Agi, Le Pen reiterou sua defesa e rejeitou a ideia de um esquema organizado na RN para o uso indevido de fundos da UE. Ela destacou que várias pessoas trabalhavam para o partido, sem admitir falhas amplas.
Ela sinalizou que a gestão de pessoal não foi ideal, mas insistiu que todos os envolvidos estavam atuando. A defesa enfatiza que a acusação não comprova um mecanismo central de fraude.
O processo deve se estender até 12 de fevereiro. Caso o veredito oponha nova decisão, um julgamento favorável pode manter a janela para 2027, se a pena for reduzida ou derrubada.
Se Le Pen não puder concorrer, o RN já apontou como possível substituto o presidente do partido, Jordan Bardella, hoje com 30 anos. Bardella aparece como a provável continuidade de lideranças perante o eleitorado.
Fonte: agências internacionais, com cobertura publicada pela Reuters, mantendo o formato informativo e neutro.
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