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Gabrielle Goliath entra com ação contra pavilhão cancelado na Bienal de Veneza

Gabrielle Goliath e Ingrid Masondo acionam o Tribunal de Pretoria para anular o cancelamento da participação sul-africana na Bienal de Veneza de 2026 e assegurar a exibição

A previous iteration of Gabrielle Goliath’s *Elegy*
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  • Gabrielle Goliath, a artista, e a curadora Ingrid Masondo vão ajuizar ação no tribunal alto de Pretória para derrubar a decisão de cancelamento do pavilhão da África do Sul na Bienal de Veneza de 2026.
  • O pedido busca declarar a interferência do ministro Gayton McKenzie inconstitucional e retomar a participação no evento.
  • O grupo também exige que o Departamento de Esporte, Artes e Cultura (DSAC) confirme a decisão de seleção, mantendo a exposição conforme planejado.
  • McKenzie cancelou o projeto em 2 de janeiro, oito dias antes do prazo inicial para envio de planos aos organizadores da Bienal.
  • Há relatos de que o DSAC recomeçou o planejamento da Bienal em segredo e já discutiria com pelo menos um grupo de artistas, como Beyond the Frames, indicando possível seleção de novos envolvidos.

A artista Gabrielle Goliath e a curadora Ingrid Masondo ajuizarão ação judicial urgente contra o ministro da Esporte, Artes e Cultura da África do Sul, Gayton McKenzie, para contestar o cancelamento de seu projeto para o pavilhão sul-africano na Bienal de Veneza. A decisão foi tomada pelo governo e provocou o recurso jurídico.

A equipe de Goliath, incluindo o gerente de estúdio James Macdonald, e Masondo, liderada por Adila Hassim, pretende protocolar o pedido no principal tribunal do país, em Pretória, ainda nesta sexta-feira. O objetivo é declarar a interferência de McKenzie inconstitucional e reverter o desligamento do projeto.

Goliath e Masondo foram selecionadas para representar a África do Sul na edição de 2026 da Veneza no dia 6 de dezembro do ano passado. O duo iria apresentar uma nova encenação de Elegy, projeto de Goliath que aborda femicídio e violência contra LGBTQI+ na África do Sul, incluindo referências ao genocídio Ovaherero e Nama na Namíbia e à morte da poeta palestina Hiba Abu Nada.

Interferência e agenda de novos artistas

No dia 22 de dezembro, McKenzie, líder do partido Patriotic Alliance, enviou uma carta à organização da Veneza, descrevendo o conjunto Abu Nada como divisivo e em tom de conflito internacional. Em 2 de janeiro, ele cancelou o plano de participação, oito dias antes do início do prazo para envio de propostas nacionais.

A ação legal teve início com uma carta de resistência enviada ao ministro na última sexta-feira, 16 de janeiro, solicitando que ele se abstenha de qualquer interferência na participação na Bienal. McKenzie e o DSAC não comentaram os contatos solicitados.

A equipe de Goliath informou que também encaminhou carta ao presidente Cyril Ramaphosa, pedindo intervenção para que o governo não interfira no protocolo de seleção. Um porta-voz presidencial afirmou ao The Art Newspaper que o presidente ainda não viu a correspondência.

A DSAC teria retomado o planejamento da Bienal de forma reservada, com ao menos uma equipe de artistas já em processo de preparação. Um coletivo com cerca de 30 artistas, Beyond the Frames, afirma ter tido conversas com o órgão sobre a participação, embora não revele detalhes de seus trabalhos.

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