- Denúncia na Ouvidoria da UFRN levou ao abaixo-assinado do coletivo Juntos Potiguar pedindo a demissão do professor Tassos Lycurgo.
- O movimento afirma que ele cometeu falas transfóbicas, desinformativas e conspiracionistas, amplamente divulgadas nas redes sociais.
- Líderes da direita evangélica defenderam Tassos, alegando perseguição e ataque à liberdade de expressão; o professor disse ter recebido ameaças no Instagram.
- Tassos é fundador do Ministério Defesa da Fé, atua no Departamento de Artes da UFRN desde 2002 e já ocupou cargos no Iphan durante o governo Bolsonaro (dez/2020 a ago/2022).
- A UFRN ainda não se pronunciou sobre o caso; o conteúdo inclui acusações públicas, respostas de apoiadores e mensagens de ameaça publicadas pelo professor.
A universidade federal do Rio Grande do Norte enfrenta uma polêmica envolvendo o docente Tassos Lycurgo, ligado ao Departamento de Artes da UFRN. Uma denúncia apresentada por um movimento estudantil com um abaixo-assinado pede a demissão do professor, apontando violações ao código de conduta da instituição. O caso ganhou reação de setores da direita, que defendem a liberdade de expressão.
O episódio começou com a divulgação de um dossiê entregue pela organização Juntos Potiguar à Ouvidoria da UFRN. O coletivo acusa Tassos de promover falas transfóbicas, desinformação e teorias conspiratórias em redes sociais, ampliando o debate sobre identidades de gênero e temas LGBTQIA+. A agência pública ainda não se pronunciou oficialmente sobre o procedimento.
No mesmo contexto, o grupo de apoiadores do professor, especialmente figuras ligadas ao evangelicalismo, reagiu às acusações. Líderes da ala conservadora e simpatizantes de Tassos afirmam que há perseguição política e ataque à liberdade de expressão dentro da universidade. Tassos afirma ter recebido mensagens de cobrança e ameaça em suas redes.
Reações e contexto recente
Desde a publicação das informações, veículos e redes locais registram mensagens de apoio ao docente, bem como críticas ao que chamam de patrulha ideológica no ensino superior. Tassos mantém presença online com argumentos de defesa de valores religiosos e estudo bíblico.
As mudanças na carreira e atuação
Conforme o currículo da UFRN, Tassos leciona no setor de artes. Entre 2020 e 2022, atuou no governo federal como diretor de áreas ligadas ao patrimônio imaterial no Iphan, sob a gestão de Jair Bolsonaro. Em 2021, gerou controvérsia ao realizar uma transmissão de igreja em espaço ligado a órgão público, o que levou a orientações para evitar eventos nesse formato.
O que ocorre agora
A UFRN não confirmou a abertura de processo formal no momento. O caso segue sob avaliação da ouvidoria, com informações restritas até a conclusão de apurações. A situação permanece em aberto, com a universidade mantendo o escrutínio institucional sobre o episódio.
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