- MPs criticaram a atuação de altas autoridades do Departamento de Trabalho e Pensões, chamando o comportamento durante a audiência de “absolutamente inaceitável” no escândalo do auxílio aos cuidadores, que deixou centenas de milhares de cuidadores com dívidas significativas.
- O secretário permanente do DWP, Sir Peter Schofield, pediu desculpas pelos erros do órgão e afirmou que mudanças serão implementadas para corrigir o problema.
- Uma revisão independente, publicada em novembro, apontou falhas sistêmicas de liderança, desenho inadequado do benefício e orientações internas ilegais como causas do escândalo.
- O governo ordenou a reavaliação de cerca de duzentos mil casos históricos, com estimativa de que cerca de 26 mil cuidadores terão dívidas canceladas ou reduzidas.
- Investigações anteriores mostraram que muitas cuidadoras enfrentaram dívidas elevadas e, em alguns casos, chegaram a considerar suicídio devido à situação.
A Comissão de Trabalho e Pensões criticou o comportamento de altos funcionários do Departamento de Trabalho e Pensões (DWP) em relação ao escândalo das caridades de cuidador, que deixou centenas de milhares de cuidadores sem remuneração com dívidas significativas. O debate ocorreu em meio a relatos de falhas sistêmicas graves no DWP.
O secretário permanente do DWP, Sir Peter Schofield, foi alvo de críticas por alegadas tentativas de desviar a responsabilidade com respostas vagas. A sessão destacou que a liderança do órgão falhou repetidamente, contribuindo para a crise de pagamentos indevidos aos cuidadores.
Contexto e relatório independente
Um inquérito independente divulgado em novembro atribui as causas a falhas de liderança, falhas de design de benefícios e diretrizes internas inadequadas. O estudo também aponta que muitos cuidadores enfrentaram dívidas de milhares de libras e chegaram a considerar o suicídio diante da pressão, descrevendo o sistema como sujeito ao acaso de uma máquina impessoal.
A reportagem do Guardian, vencedora de premiação, revelou que o DWP não enfrentou problemas apesar de avisos internos e relatórios, levando ministros a encomendar uma avaliação conduzida pela especialista Liz Sayce. O relatório cita falhas estruturais na gestão do benefício.
Respostas oficiais e próximos passos
Em resposta, Schofield pediu desculpas pelos erros do DWP e afirmou que mudanças estão em curso para evitar que o problema se repita. A comissária Debbie Abrahams questionou se havia cultura de falhas graves no departamento e exigiu explicações sobre as afirmações da gestão.
Durante o debate, surgiram relatos de que um blog interno do DWP havia responsabilizado os cuidadores pelas dificuldades, posição que contrasta com as conclusões do relatório. Schofield disse que o debate está sendo acompanhado e que o departamento recebeu recursos e ferramentas para corrigir a situação.
Impacto e medidas em curso
O governo ordenou a reavaliação de cerca de 200 mil casos históricos, nos quais os cuidadores poderiam ter recebido pagamentos acima do devido por falha na aplicação das regras de média de rendimentos. Estima-se que cerca de 26 mil cuidadores terão dívidas canceladas ou reduzidas.
Schofield afirmou que a DWP está empenhada em melhorar a comunicação e alinhar os valores do órgão com ações efetivas. O debate destacou a necessidade de mudanças reais na gestão para restaurar a confiança pública.
Entre na conversa da comunidade