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PEC para alterar o art. 142 será adiada novamente

PEC para alterar o artigo 142 permanece na gaveta em 2026, para pôr fim à interpretação de que as Forças Armadas teriam poder moderador; retorno provável apenas em 2027

Militares apresentam veículos blindados na Vila Militar, no Rio de Janeiro, em 3 de setembro de 2025. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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  • A PEC para mudar o artigo 142 da Constituição deve ficar para depois em 2026, segundo o autor.
  • O proponente é o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que admite dificuldade de retomar a articulação neste ano eleitoral.
  • O objetivo é eliminar brechas de interpretação que deixem entender que as Forças Armadas atuam como poder moderador.
  • O artigo 142 estabelece que as Forças Armadas são instituições nacionais permanentes, sob a autoridade suprema do Presidente, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer deles, da lei e da ordem.
  • A ideia de que militares seriam árbitros da vida política ganhou força durante o governo de Jair Bolsonaro, mas a discussão deve retornar apenas a partir de 2027.

O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) informou que a PEC para alterar o artigo 142 da Constituição deve permanecer na geladeira em 2026. A proposta visa eliminar brechas de interpretação que sugerem poder moderador das Forças Armadas.

Segundo Zarattini, o objetivo do texto é esclarecer que o artigo não confere às Forças Armadas a função de árbitro da vida política. A ideia é evitar ambiguidades jurídicas sobre o papel das instituições.

O texto atual do artigo 142 afirma que as Forças Armadas são instituições nacionais permanentes, sob a autoridade suprema do Presidente, com defesa da Pátria e garantia dos poderes constitucionais.

A interpretação equivocada de que o artigo concede esse papel ganhou força durante o governo de Jair Bolsonaro, mas é tratada como juridicamente inválida. A retomada da ideia seria possível a partir de 2027.

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