- Milei passou de alvo de críticas da esquerda a reconhecer resultados em várias frentes: inflação caiu de 211% em 2023 para 31,5% em 2025, com queda mensal de 25,5% para 2,8%.
- O governo implementou ajuste fiscal: gasto primário caiu de 20% do PIB em 2023 para 15% em 2025, ministérios foram reduzidos de 18 para 9, e o país registrou superávit primário de US$ 8,1 bilhões e dívida em cerca de 45% do PIB.
- A economia mostrou melhoria: tributos recuaram em 2% do PIB desde 2024, e o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer cerca de 4,5% em 2025, frente a perspectiva brasileira de menor avanço.
- A pobreza recuou: taxa de pobreza caiu de 42% para 28% entre 2023 e 2025; a situação da segurança também melhorou com redução de homicídios e estabilização cambial após acordos com os EUA.
- Em política externa, Milei ganhou projeção global, participou de Davos, apoiou Israel e criticou regimes como o iraniano; o Congresso argentino passou a sustentar sua agenda após vitória ampla nas eleições legislativas de 2025.
Durante a campanha e após a posse de dezembro de 2023, o PT e a esquerda internacional rotularam Milei de fascista e de representante da extrema direita, afirmando que seu programa elevaria a pobreza e causaria caos.
Cerca de 100 economistas progressistas, incluindo Thomas Piketty, chegaram a emitir um manifesto alertando sobre uma devastação econômica com a eleição de Milei. As redes sociais amplificaram críticas durante os primeiros meses do governo.
As imagens de protestos em Buenos Aires foram usadas para sustentar a narrativa de que o programa de Milei —com reformas do Estado, austeridade, liberação de preços e privatizações— atrasaria o pleno funcionamento da economia.
No entanto, nos últimos meses, a narrativa mudou: Milei passou a ser visto com menos destaque na imprensa de esquerda, tanto no Brasil quanto no exterior. A pergunta é o que levou a mudança de tom com relação ao presidente argentino.
O que aconteceu no governo Milei
Dados oficiais mostram redução gradual da inflação desde 2023. A inflação anual caiu de patamares próximos de 211% para cerca de 31,5% em 2025, com queda mensal de 25,5% para 2,8% no mesmo período, segundo fontes do governo argentino.
Os gastos públicos foram ajustados, com queda de 5 pontos percentuais do PIB entre 2023 e 2025, e redução do número de ministérios de 18 para 9. Em dois anos, o país registrou superávits primário e nominal, além de queda da dívida pública como proporção do PIB.
Desempenho fiscal e social
Entre 2023 e 2025, houve redução de tributos no nível agregado, incluindo tarifas de importação de itens populares no varejo online. O ajuste fiscal foi acompanhado de queda de gastos com a máquina pública, sem aumento de impostos adicionais.
Estimativas apontam crescimento do PIB em 2025 na casa de 4,5%. Em contrapartida, projeções para o Brasil apontam crescimento menor, com déficits fiscais mantendo o ambiente de pressão econômica, segundo fontes oficiais consultadas.
Dados oficiais indicam queda na pobreza e na pobreza extrema na Argentina, com milhares de pessoas saindo da condição de vulnerabilidade. Em Buenos Aires, as taxas de pobreza e de extrema pobreza sofreram reduções expressivas.
Política externa e segurança
No campo externo, Milei participou de fóruns internacionais, mantendo alinhamento com políticas pró-mercado e cooperação com potências como os EUA. A agenda de segurança pública também registrou avanços, segundo informações oficiais, com redução de violência.
O câmbio adotou flexibilização, com melhoria na relação entre o dólar oficial e o paralelo, aproximando-se de uma unificação cambial gradual. Em outubro de 2025, houve acordo com os EUA para operações de swap para estabilizar a moeda.
Contexto regional
Lula e outros líderes de esquerda latino-americanos enfrentam cenários diferentes de economia e política. Milei busca alianças com governos de direita e centro-direita para consolidar seu projeto liberalizante, contrastando com políticas sociais mais prolongadas no Brasil.
A reação da esquerda global aos resultados de Milei começou a ganhar menos destaque público, ainda que parte da oposição permaneça crítica. Dados oficiais sugerem impactos positivos em indicadores econômicos e de segurança.
Conclusão
A narrativa sobre Milei evoluiu conforme os resultados obtidos acima da linha do tempo inicial. A atuação em economia, segurança e política externa elevou o perfil do presidente, enquanto a esquerda observava métricas de desempenho para reavaliar posições passadas.
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