- O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), criticou o cancelamento da visita de Tarcísio de Freitas a Jair Bolsonaro na Papudinha, Brasília, prevista para quinta-feira, 22.
- Tarcísio pediu o adiamento por compromissos em São Paulo; uma nova data deve ser agendada.
- Mello Araújo afirmou que a visita seria importante para o presidente, especialmente diante da situação de saúde, e que muitos apoiariam a ação.
- Flávio Bolsonaro disse que Tarcísio iria ouvir Bolsonaro sobre a reeleição, enquanto Bolsonaro vê ele como candidato; eleições presidenciais são descartadas para o governador.
- A colunista Roseann Kennedy relatou que Tarcísio evitaria o encontro para não parecer alinhado à campanha da família Bolsonaro; Mello, porém, nega ligação com receio eleitoral.
O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), criticou a decisão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de cancelar a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prevista para esta quinta-feira, 22, na Papudinha, em Brasília. A assessoria do governo ainda não marcou uma nova data.
Mello Araújo disse, ao Estadão, considerar o cancelamento um equívoco e afirmou que a visita seria importante diante da situação de saúde de Bolsonaro. Ele afirmou que, se pudesse, iria para apoiar o ex-presidente e levantar a moral dele.
O governo de Tarcísio informou que pediu o adiamento devido a compromissos em São Paulo, com a promessa de remarcar a visita em data futura. A Secom não detalhou quais agendas motivaram o pedido.
Segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em entrevista ao jornal O Globo, Tarcísio iria ouvir Bolsonaro sobre a gestão de seu governo e sobre a reeleição, o que, segundo ele, contribuiria para a estratégia do grupo. A análise de Roseann Kennedy, no Estadão Analisa, aponta pressão interna do entorno de Bolsonaro para evitar o encontro.
Mello Araújo rebateu a ideia de ligação entre a desistência e a possibilidade de articulações eleitorais. Ele sustentou que a decisão já estaria tomada no campo bolsonarista, e reiterou que, em sua visão, o governador estaria mal assessorado pela equipe política.
O vice-prefeito afirmou que, se a agenda permitisse, o gesto de apoio a Bolsonaro seria importante para a recuperação emocional do ex-presidente. Ele afirmou ainda que há muitos políticos que desejariam falar com Bolsonaro, dada a relevância pública do momento.
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