- Uma autópsia privada, encomendada pela família de Renee Good, aponta que a americana não armada foi atingida por três tiros em Minneapolis, no dia 7 de janeiro.
- Os tiros teriam atingido o antebraço esquerdo, o peito direito e a cabeça esquerda, com a bala do segundo disparo não atingindo órgãos maiores; houve ainda um ferimento rasgado compatível com arma de fogo.
- A apuração é descrita como preliminar e foi apresentada no âmbito de uma investigação civil movida pela família contra as autoridades.
- O registro coincide com relatos oficiais, incluindo transcrições de chamadas de emergência que apontaram ferimentos no lado direito do peito e um possível ferimento na cabeça.
- O caso gerou tensões locais e discrepâncias entre autoridades federais e locais; o Departamento de Justiça disse não haver investigação criminal e afirmou que vídeos disponíveis não implicam, até o momento, ato criminoso pelo agente.
Renee Good, uma cidadã americana de 37 anos e mãe, foi morta em Minneapolis após ser atingida por um agente federal de imigração. A autópsia particular, encomendada por advogados da família, aponta três disparos no corpo da vítima. O evento ocorreu no dia 7 de janeiro durante uma intervenção ligada ao ICE.
Os tiros aconteceram, segundo o relatório não final, na braçada esquerda, no peito direito e na cabeça. Um dos tiros não atingiu órgãos vitais, e houve ainda uma marca de entrada que não penetrava profundamente. A autópsia descreve uma ferida de raspagem compatível com arma de fogo, sem penetração.
Os advogados da família, Romanucci e Blandin, disseram que o relatório completo não será divulgado, mas que seguem buscando evidências para uma investigação civil. O documento corrobora informações já contidas nos relatos de incidentes e nas gravações de chamadas 911.
Contexto do caso
O tiroteio ocorreu em meio a tensões locais sobre a atuação do ICE em Minneapolis, com críticas a como as autoridades federais conduzem a investigação. A Casa Branca e o Departamento de Segurança Nacional atribuíram à Good a tentativa de atacar o agente, sem, porém, apresentar evidências públicas.
A Justiça informou que o material de vídeo disponível não aponta crime, e que não há investigação criminal em curso. Segundo o departamento, não houve indícios de violação que justificassem ação adicional por parte do DOJ.
Implicações políticas e legais
Paralelamente, houve protestos e críticas à condução do caso, com advogados e familiares defendendo uma apuração civil mais ampla. Em meio a tensões, o exército de oficiais federais e autoridades locais discutem próximos passos legais e administrativos.
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