- A Câmara de Mediação e Conciliação da Advocacia-Geral da União arquivou o pedido do Exército para divulgar integralmente as “folhas de alterações” dos militares envolvidos na morte do ex‑deputado Rubens Paiva (1971).
- A solicitação, feita pela plataforma Fiquem Sabendo, visava acesso a promoções, punições e outros dados funcionais; até então, apenas resumos haviam sido usados.
- A Controladoria-Geral da União reconheceu o interesse público e determinou a divulgação total em julho de 2025; o Exército contestou sob argumento de proteção de dados.
- Com o arquivamento, o caso vai para nova decisão do consultor-geral da União, Augusto Dantas, ou poderá seguir para a Consultoria Nacional da União de Uniformização (Conuni) para dirimir divergências.
- Mesmo com informações parciais, a plataforma revelou que cinco militares foram promovidos após o crime, três receberam elogios formais e todos foram transferidos para a reserva remunerada.
A Advocacia-Geral da União arquivou o pedido do Exército para manter em sigilo as fichas de militares envolvidos com a morte do ex-deputado Rubens Paiva, sequestrado e assassinado pela ditadura em 1971. A decisão ocorreu na Câmara de Mediação e Conciliação da AGU, após a plataforma Fiquem Sabendo ter solicitado acesso às folhas de alterações, que trazem promoções, punições e dados funcionais.
A Controladoria-Geral da União havia reconhecido, em julho de 2025, o interesse público e determinado a divulgação integral. O Exército afirmou proteger dados pessoais, mantendo apenas resumos. O caso segue para deliberação do consultor-geral Augusto Dantas, que pode decidir novamente ou encaminhar à Conuni.
Conquanto já haja informações parciais, o site Fiquem Sabendo revelou que cinco militares foram promovidos após o crime, três receberam elogios formais e todos foram transferidos para a reserva remunerada, com direito a aposentadoria e pensão.
Morre Raul Jungmann
O ex-ministro Raul Jungmann faleceu em Brasília neste domingo, aos 73 anos, por complicações de um câncer no pâncreas. Ele nasceu em Recife e atuou na vida pública por mais de cinco décadas, iniciando no PCdoB para resistir à ditadura e migrando à direita após o regime.
Jungmann ocupou mandatos de vereador e deputado federal e chefiou quatro pastas nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer. Também conduziu as pastas de Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Desde 2022 dirigia o Ibram.
Telefonia/ Engoliu a ficha
Os orelhões devem desaparecer até o fim de 2028, como parte da privatização das telecomunicações. O robusto sistema, criado em 1972 pela arquiteta Chu Ming Silveira, chegou a contar com 1,5 milhão de terminais e serviu de referência para diversos países.
Concessões privadas firmaram compromisso de manter a rede até dezembro de 2025. A Extinção gradual ocorrerá nos próximos três anos, com a permanência de cerca de 9 mil aparelhos onde não houver sinal 4G. A Anatel aponta que a medida libera recursos para a expansão da banda larga.
Água/ Copo vazio
Um estudo da ONU alerta para a era da falência hídrica global. Segundo o relatório, mais da metade dos grandes lagos encolhe, e 70% dos aquíferos declinam. Cerca de 2,2 bilhões de pessoas enfrentam abastecimento deficiente, e 4 bilhões vivem com escassez severa por ao menos um mês ao ano.
O documento destaca perda de 410 milhões de hectares de áreas úmidas em cinco décadas. Pesquisadores ressaltam que a pressão sobre recursos hídricos pode aumentar conflitos sociais, com impactos em alimentação e economia.
Os bilionários fazem a festa
O relatório anual da Oxfam aponta recorde de riqueza entre os ultrarricos em 2025. Os 12 mais ricos do planeta possuem patrimônio equivalente ao da metade mais pobre da população global, somando cerca de 18,3 trilhões de dólares. A concentração aumenta influência política e tira recursos de políticas públicas.
Chile/ quem semeia vento…
O ultradireitista José Antonio Kast nomeou ex-advogados de Pinochet para ministérios. Fernando Barros, Defesa, e Fernando Rabat, Justiça e Direitos Humanos, integrarão o primeiro escalão do governo. Rabat já representou Pinochet em casos de desvio de recursos; Barros defendeu o ditador em Londres, na década de 1990.
Kast argumenta que o gabinete nasce de convicção; analistas veem riscos associados aos vínculos com o regime de Pinochet. A nomeação é vista como sinal de alinhamento ideológico na nova gestão chilena.
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