- Houve tentativa de expedição de mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes; os mandados não foram expedidos.
- O CNJ informou que houve substituição indevida de dados vinculados a um mandado por dados associados a autoridades brasileiras, sem invasão aos sistemas.
- A apuração aponta uso de credenciais roubadas de usuários de tribunais, com dados do BNMP alterados, e os registros foram corrigidos.
- O caso guarda relação com uma quadrilha que invadiu o CNJ em dezembro, utilizando credenciais de magistrados para fraudes, como alvarás de soltura.
- Em Belo Horizonte, quatro detentos fugiram do Ceresp Gameleira pela porta da frente, em operação associada ao esquema investigado.
O CNJ confirmou mais uma tentativa de manipulação em seu sistema nesta terça-feira (20), com o objetivo de expedir mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes. Os mandados não chegaram a ser expedidos, apenas alterados. A substituição indevida envolveu dados de um mandado por dados de autoridades brasileiras.
Segundo o CNJ, houve uso indevido de dados vinculados a senhas de usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais. A nota oficial garante que não houve invasão técnica ao sistema e que a alteração não gerou mandados contra as autoridades citadas. Os dados apresentados foram corrigidos.
A Secretaria de Segurança da Informação do CNJ informou que o episódio foi contido e não houve violação dos sistemas. A apuração aponta que as ações ocorreram por meio de credenciais comprometidas, utilizadas de forma indevida, sem infiltração direta no ambiente do CNJ.
Histórico recente
No mês passado, de acordo com a polícia, uma quadrilha invadiu o CNJ em dezembro, explorando credenciais de magistrados para MPs e outros usos. Em dezembro, quatro detentos do Ceresp Gameleira conseguiram fuga pela porta da frente, em Belo Horizonte, por meio de alvarás fraudulentos.
Entre os presos, o líder da organização criminosa foi identificado pela Polícia Civil em operação no Rio de Janeiro. Outros dois suspeitos foram presos no mesmo dia, incluindo o principal operador da fase final do esquema, especializado em lavagem de dinheiro.
As investigações indicam que o grupo manipulava mandados, alterava prisões, desbloqueava valores retidos pela Justiça e liberava veículos apreendidos. A força-tarefa investiga a relação entre as atividades ilícitas e o uso de credenciais de magistrados para acessar o CNJ.
O CNJ reiterou que o incidente foi identificado, tratado e os dados devidamente corrigidos. A nota oficial informa que não houve expedição de mandados contra as autoridades mencionadas e que não houve invasão aos sistemas.
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