- O governo Lula pressiona o Congresso para aprovar o acordo Mercosul–União Europeia, buscando contornar atrasos europeus.
- O tratado, assinado no Paraguai, foi encaminhado pelo Parlamento Europeu para análise pelo Tribunal de Justiça da União Europeia.
- O vice‑presidente Geraldo Alckmin encontrou‑se com o senador Nelsinho Trad para tentar um consenso favorável à tramitação mais rápida.
- Trad informou que o assunto já foi tratado com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e que há intenção de acelerar a aprovação para beneficiar o Brasil.
- A França lidera a resistência na Europa, com receios de impactos agrícolas; há expectativa de possibilidade de entrada provisória do acordo já em março, segundo o chanceler alemão.
O governo Lula já passou a acionar lideranças do Congresso Nacional para aprovar, no plano interno, o acordo entre Mercosul e União Europeia. A iniciativa busca acelerar a tramitação diante de atrasos considerados prováveis por parte da Europa.
O acordo foi assinado em encontro realizado no final de semana, no Paraguai, mas segue sem prazo definido para ratificação. O Parlamento Europeu encaminhou o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia para verificar conformidade com as leis do bloco.
No Planalto, o objetivo é enviar a mensagem de urgência ao Congresso para garantir que o tema avance. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) recebeu o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores, para buscar consenso.
Trad sinalizou disposição para acelerar a tramitação. Ele afirmou ter a sensação de harmonia entre as casas para dar celeridade ao processo e levar o acordo à população o mais rápido possível.
O avaliador de ritmo do Congresso já havia tratado o assunto com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo Trad, há convicção de que a iniciativa pode trazer benefícios ao Brasil e deve tramitar com rapidez.
O tratado exige ratificação interna de cada país-membro do Mercosul e aprovação do Parlamento Europeu. A França encabeça a resistência entre os europeus, dificultando o cenário para a conclusão do acordo.
Abertura e resistência na União Europeia
O governo brasileiro espera que a aprovação no Congresso sirva de pressão para evitar novos atrasos na União Europeia. A ideia é manter o impulso e evitar surpresas, especialmente em setores que ganham com o acordo.
Na Europa, há expectativa de que o acordo possa ingressar provisoriamente em vigor já em março, mesmo com a judicialização. O chanceler alemão, Friedrich Merz, indicou que o entrave legal não deverá impedir a aplicação inicial.
Impactos setoriais e perspectivas
Críticas na França apontam que o acordo pode facilitar a entrada de carne bovina, açúcar e aves a preços menores na UE, o que preocupa produtores locais e setores agrícolas sensíveis. O governo brasileiro nega favoritismo, mantendo o foco na aprovação constitucional.
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