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Irmãos de Toffoli negociam participação em resort no Paraná

Fundos ligados ao Banco Master compraram participação de irmãos de Toffoli em resort no Paraná, revelando ligação financeira ao caso investigado

O ministro Dias Toffoli, do STF — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Fundos ligados ao Banco Master compraram participação dos irmãos do ministro Dias Toffoli (José Carlos e José Eugênio) no Tayayá, resort em Ribeirão Claro, Paraná, por meio da Maridt Participações, entre 2020 e 2025.
  • Maridt Participações tem capital social de R$ 150 e realizou as compras pelas vias da Tayayá e DGEP Empreendimentos, ambas ligadas ao empreendimento e ao primo de Toffoli, Mario Umberto Degani.
  • O fundo Arleen, vinculado à operadora Reag — investigada no caso Master — adquiriu parte das cotas em setembro de 2021 por mais de R$ 3 milhões pela metade da participação; no total, o Arleen investiu cerca de R$ 20 milhões na Tayayá e na DGEP.
  • A família Toffoli vendeu a participação em fevereiro de 2025; o Arleen saiu da sociedade em julho de 2025; a participação dos irmãos permaneceu até o ano passado.
  • O endereço cadastrado da Maridt aponta para a residência da cunhada de Toffoli, o que foi questionado pelo jornal, que informou não ter conhecimento da ligação da casa com a empresa.

O que se sabe até o momento aponta para a compra da participação de irmãos do ministro Dias Toffoli em um resort no Paraná. Fundos ligados ao Master teriam adquirido essas cotas em Tayayá, em Ribeirão Claro, entre 2021 e 2025. A relação com o caso Master vem à tona pela investigação em curso.

Segundo apuração, José Carlos Toffoli e José Eugênio Toffoli eram sócios da Maridt Participações, empresa registrada com capital social irrisório. A compra ocorreu por meio da Maridt, com ações na Tayayá e na DGEP Empreendimentos, ligadas ao resort.

A ligação com o caso Master envolve a Reag, operadora de fundos investigada no esquema que tramou operações entre fundos para gerar lucro artificial. O fundo Arleen financiou a aquisição dos irmãos, totalizando cerca de 20 milhões de reais investidos.

A transação ocorreu entre setembro de 2021 e fevereiro de 2025, quando parte da participação foi vendida. O Arleen pagou mais de 3 milhões por metade da participação dos irmãos, conforme registros da CVM, mas o valor integral não consta na Junta Comercial.

O resort Tayayá fica em Ribeirão Claro, no Paraná, e foi criado por Mario Umberto Degani, primo de Toffoli, que também figura em registros de empresas ligadas ao empreendimento. Em 2025, a venda da participação ocorreu, e o fundo Arleen se desvinculou em julho do mesmo ano.

O jornal O Estado de S. Paulo divulgou as informações sobre a participação dos irmãos no Tayayá, com confirmação pela TV Globo. A reportagem também traz episódios envolvendo a segurança do STF em viagens para a região do resort.

Sobre o caso Master, a Polícia Federal investiga operações financeiras ilegais envolvendo o Banco Master, com suspeitas de emissão excessiva de CDBs sem liquidez comprovada. Parte dos recursos teria sido aplicada em ativos fictícios para reforçar a impressão de solvência.

A defesa de Toffoli não foi apresentada nesta publicação. As informações aparecem como parte de apuração sobre vínculos entre o caso Master, fundos envolvidos e participações societárias de familiares do ministro.

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