- A liderança do Partido Liberal, Sussan Ley, é vista como praticamente encerrada por aliados após a nova ruptura da coalizão sobre leis de discurso de ódio.
- Os favoritos para substituí-la seriam Angus Taylor e Andrew Hastie, com possibilidade de disputa já a partir de sexta-feira, após o dia de luto pelo ataque em Bondi.
- O líder dos Nationals, David Littleproud, também pode perder o cargo, em desdobramento da fragmentação envolvendo as leis de discurso de ódio do governo de Anthony Albanese.
- Uma reunião especial para considerar um spill de liderança pode ocorrer se dois deputados solicitarem ao whip do partido; há expectativa de uma petição nas próximas 48 horas.
- O plenário do partido volta na sessão legislativa de 3 de fevereiro, com dúvidas sobre quem conseguiria unir novamente a coalizão entre Liberais e Nationals.
O choque vivido pela coalizão Liberal-Nationals na Austrália intensificou-se após uma racha sobre leis de discurso de ódio, com Sussan Ley perto de perder a liderança do partido Liberal. A crise ganhou contornos após a demissão de três senadores do Nationals e a renúncia em bloco do escalão técnico, como forma de solidariedade.
Dentro do espectro, Angas Taylor e Andrew Hastie aparecem como prováveis candidatos a substituir Ley, de acordo com várias fontes. Outros nomes mencionados são Tim Wilson e Ted O’Brien, considerados menos favoritos. A possibilidade de um pedido de destituição pode ocorrer já na próxima reunião interna, desde que haja petição de dois deputados.
David Littleproud, líder dos Nationals, também enfrenta pressões para manter a coalizão unida, em meio ao racha gerado pela posição do governo de Albo sobre leis de discurso de ódio. Littleproud afirmou, na manhã de quinta, que a coalizão tornara-se “inviável” após Ley demitir senadores de seu bloco.
A saída dos frontbenchers do Nationals ocorreu após Ley aceitar as renúncias de Bridget McKenzie, Ross Cadell e Susan McDonald, justificando a decisão pela necessidade de manter a solidariedade entre as sombras do partido. Littleproud havia alertado sobre uma possível debandada caso a liderança aceitasse as demissões.
Desdobramentos na liderança
Segundo fontes, os sinais apontam para o risco de Ley não retornar ao cargo, em meio a avaliações de desempenho e de intenções de voto. Um grupo minimamente expressivamente favorável a uma mudança busca um candidato único de saída rápida para evitar danos adicionais à imagem da coalizão.
Entre as opções, Taylor planejava retornar ao país após ausentar-se para votações sobre leis de discurso de ódio e armas. Wilson pode receber apoio de moderados, enquanto O’Brien figura como possível candidato de compromisso, similar a situações anteriores.
A próxima sessão do partido está prevista para 3 de fevereiro, quando deverá ocorrer nova rodada de discussões internas. Até lá, a direção do Liberal Party permanece em avaliação, com várias lideranças avaliando cenários e estratégias para recompor a coesão. Fonte: Guardian Australia.
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