- Aproximadamente vinte ministros devem deixar o governo nos próximos meses para disputar as eleições de 2026.
- A saída faz parte da estratégia do governo para ampliar a base aliada no Congresso Nacional, em um eventual quarto mandato de Lula.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não pretende se candidatar, mas não descartou a possibilidade; PT aposta em São Paulo ou no Senado.
- Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, deve disputar o Senado pelo Paraná; outros ministros cotados incluem Simone Tebet, Marina Silva, Carlos Fávaro e Silvio Costa Filho.
- Camilo Santana tem até março para decidir se deixa o cargo — prazo final de desincompatibilização é 4 de abril — para disputar as eleições, possivelmente ao governo do Ceará.
Dois a três meses antes do início oficial da campanha de 2026, o governo planeja a saída de ministros para disputar vagas. A intenção é ampliar a base aliada no Congresso em um possível quarto mandato de Lula.
Estimativas apontam que cerca de 20 ministros devem deixar o governo. Entre os nomes cotados estão Haddad, Gleisi Hoffmann e Camilo Santana, todos do PT, conforme avaliações internas sobre estratégias eleitorais.
A desincompatibilização é obrigatória pela legislação eleitoral: ministros devem deixar os cargos até seis meses antes da votação, ou seja, até 4 de abril, para concorrer.
Mudanças no Senado e na base governista
A ministra Gleisi Hoffmann, hoje secretária de Relações Institucionais, pode disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. Inicialmente, pretendia reeleição como deputada federal, mas houve mudança de planos.
Além dela, há nomes citados para concorrerem ao Senado ou a cargos majoritários em estados diferentes. A lista prepara a montagem de uma bancada mais afinada com o governo no Congresso.
Para a oposição, o Senado tem papel-chave na sabatina de indicações ao Supremo Tribunal e na abertura de processos de impeachment. O governo, por sua vez, vê vantagem em manter maioria aliada.
Caminhos possíveis e datas-chave
Entre as possibilidades, Haddad discute com Lula um caminho político futuro, sem confirmar candidatura em outubro. O PT alimenta a hipótese de ele concorrer ao governo de São Paulo ou ao Senado.
Camilo Santana sinalizou a possibilidade de deixar o Ministério da Educação até março, para apoiar campanhas de Lula e de Elmano de Freitas, no Ceará. Ele foi eleito senador em 2022, mas licenciou-se para o ministério.
A relação entre decisões ministeriais e o calendário eleitoral pode alterar a configuração de alianças no Congresso nos próximos meses, com impactos para a tramitação de pautas do governo.
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