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Moradores em batalha legal para impedir demolição de conjunto Clockwork Orange

Ação judicial busca suspender demolição do conjunto Brutalist Lesnes, no sudeste de Londres, por emissões de carbono estimadas e impactos ambientais da construção de até 1.950 moradias

The Lesnes estate in south-east London provided the dystopian backdrop for several scenes in Stanley Kubrick’s A Clockwork Orange.
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  • Uma batalha jurídica foi aberta para impedir a demolição do conjunto Lesnes, em sul‑leste de Londres, que integra o projeto de reurbanização com até 1.950 moradias autorizado pelo conselho de Bexley em 23 de dezembro.
  • O recurso foi movido pelo morador Adam Turk e outros residentes, que defendem a possibilidade de reformar o complexo em vez de derrubá‑lo e reconstruí‑lo.
  • Os acionados alegam impactos ambientais, dizendo que as emissões de gases de efeito estufa do empreendimento foram subestimadas e não avaliadas sob o cenário provável mais desfavorável.
  • O caso destaca a tensão entre proteção ambiental e demolição de conjuntos habitacionais, prática que envolve mais de cento e trinta empreendimentos de Londres.
  • A defesa afirma que o projeto visa ampliar a oferta de moradias e melhorar áreas públicas, e que irá responder a questionamentos legais durante o processo.

Os residentes do Lesnes estate em southeast Londres moveram ação contra a demolição do conjunto, em meio a planos de reconstrução para até 1.950 novas casas anunciados pela prefeitura de Bexley e pela Peabody housing association. A contenda foi aberta para impedir a demolição da propriedade, que ficou famosa no filme A Clockwork Orange de Kubrick.

O recurso foi movido por Adam Turk, morador do local, que sustenta que o prédio pode ser reformado em vez de demolido. A defesa aponta que a mudança pode atender às necessidades de moradia sem causar impactos ambientais relevantes. A ação foca no futuro do empreendimento.

O julgamento envolve a prefeitura de Bexley e a Peabody, responsável pela gestão social da área. A decisão de demolir e reconstruir foi aprovada em 23 de dezembro, conforme informações oficiais, com o objetivo de ampliar moradias na região.

A parte ré é acusada de subestimar as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo projeto de demolição. Os advogados de Turk afirmam que a avaliação ambiental não considerou cenários reais, apenas um masterplan ilustrativo, como exige a lei de planejamento.

Saskia O’Hara, assistente jurídica do Public Interest Law Centre, representa os moradores. Ela afirma que dezenas de bairros em Londres podem enfrentar demolição, gerando emissões elevadas e prejudicando o cumprimento da meta de neutralidade de carbono até 2050.

A Peabody respondeu que o redesenho do Lesnes estate visa beneficiar a comunidade, ampliar áreas públicas e oferecer novas moradias. A empresa afirmou que atenderá a questionamentos legais e apoiará os moradores durante a transição.

A prefeitura de Bexley foi procurada para comentar. O caso ressalta o conflito entre proteção ambiental e projetos de renovação de grandes conjuntos habitacionais na capital, cenário em que mais de cem estandes de demolição estão em pauta na região.

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