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Moraes arquiva investigação contra delegados da PF por blitz nas eleições

Moraes arquiva investigações contra delegados da PF por blitzes eleitorais, ao argumentar ausência de indícios de crime, conforme parecer da PGR

Alexandre de Moraes seguiu parecer da PGR e arquivou investigações por não ver indícios de crime
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  • Moraes arquivou investigações contra dois delegados da Polícia Federal por suposta obstrução de votação no segundo turno das eleições de 2022, seguindo parecer da PGR.
  • A PGR afirmou que as diligências não indicaram adesão dos investigadores Alfredo de Souza Lima Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira às condutas dos demais acusados e não houve indícios mínimos de crime.
  • Além deles, foram indiciados pela PF em 2024 o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques e outros policiais.
  • Moraes também arquivou as investigações contra os demais indiciados por outros motivos: Torres, Vasques e Marília Ferreira de Alencar já foram condenados pelo STF, e Fernando de Sousa Oliveira foi absolvido.
  • A PF realizou uma série de blitzes em estradas federais no segundo turno, principalmente na região Nordeste, onde Lula tinha vantagem, com o então diretor-geral da PRF declarando voto em Bolsonaro na véspera.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou investigações contra dois delegados da Polícia Federal por suposta dificuldade de deslocamento de eleitores no segundo turno de 2022. A decisão seguiu parecer da PGR, que não encontrou indícios de crime.

Segundo a PGR, as diligências não indicaram adesão dos delegados às condutas investigadas em relação aos demais indiciados. Moraes acolheu esse entendimento ao decidir pelo arquivamento das apurações contra Alfredo de Souza Lima Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira.

Os dois delegados haviam sido indiciados pela PF em 2024 pela suspeita de atuar para impedir a votação de eleitores em cidades com vantagem de Lula contra Bolsonaro. Outros citados no mesmo inquérito foram Anderson Torres e Silvinei Vasques, além de Marília Ferreira de Alencar e Fernando de Sousa Oliveira.

Moraes também arquivou as investigações contra os demais indiciados, por motivos distintos. Torres, Vasques e Marília já tiveram desfechos diferentes em casos relacionados, com condenação ou absolvição em desdobramentos anteriores.

A Polícia Federal realizou blitzes em rodovias federais durante o segundo turno de 2022, especialmente na região Nordeste, que é reduto eleitoral de Lula. Na época, o então diretor-geral da PRF havia manifestado apoio a Bolsonaro.

Anderson Torres, Vasques e Bolsonaro permanecem sob supervisão judicial em contextos relacionados ao inquérito. Torres e Vasques estão detidos em Brasília; Bolsonaro já havia sido condenado na ação ligada ao mesmo caso.

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