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Moraes determina manifestação da PGR sobre prisão de Filipe Martins

Moraes encaminha à PGR pedidos de reconsideração da prisão de Filipe Martins; defesa afirma que uso do LinkedIn foi evento algorítmico, prazo de 15 dias

PGR terá 15 dias para se manifestar sobre os pedidos de reconsideração da prisão preventiva de Filipe Martins. (Foto: Arthur Max/MRE)
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  • O ministro Alexandre de Moraes encaminhou à Procuradoria-Geral da República os pedidos de reconsideração da prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro.
  • A PGR terá quinze dias para se manifestar sobre os argumentos da defesa que contestam a revogação da prisão domiciliar.
  • Martins estava em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica e proibição de usar redes sociais.
  • Moraes decretou a prisão preventiva por suposto uso da rede social LinkedIn para buscar perfis de terceiros, o que, segundo a autoridade, configuraria descumprimento das restrições.
  • A defesa sustenta que o registro de atividade na rede social foi um evento técnico de natureza algorítmica, sem conteúdo comunicacional, e que não há prova de tentativa de burlar o STF.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou à Procuradoria-Geral da República os pedidos de reconsideração da prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro.

A PGR terá 15 dias para se manifestar sobre os argumentos da defesa, que contestam a revogação da prisão domiciliar. Moraes assinou o despacho nesta terça-feira, 20.

Martins estava em prisão domiciliar, sob medidas cautelares rigorosas, como tornozeleira eletrônica e proibição de uso de redes sociais. A decisão ocorreu no âmbito de investigações em curso.

A prisão preventiva foi decretada pela Corte em razão do suposto uso da rede social LinkedIn para buscar perfis de terceiros, segundo o magistrado. A defesa sustenta que não houve ato voluntário de utilizar a plataforma.

Os advogados de Martins alegam que o registro de atividade na rede social teria sido um evento técnico de natureza algorítmica, sem conteúdo comunicacional que justificasse o endurecimento da custódia cautelar.

Segundo a defesa, o episódio é tecnicamente irrelevante do ponto de vista jurídico e não há prova de tentativa de burlar as determinações do STF. O ministro, então, pediu nova manifestação da PGR.

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