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Motta leva acordo Mercosul-UE à próxima reunião de líderes com aprovação rápida

Motta leva acordo Mercosul-UE à próxima reunião de líderes, com expectativa de rápida aprovação, dependente de ratificação parlamentar e da análise do TJUE

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em encontro com jornalistas — Foto: Douglas Gomes/Câmara dos Deputados
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  • O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que vai tratar do acordo Mercosul–União Europeia na próxima reunião de líderes, em dois dias, e aposta em rápida aprovação pelo Congresso.
  • Ainda não há vigência: o texto precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos, ponto que pode atrasar a entrada em vigor.
  • O governo quer aprovar o acordo ainda neste semestre para que comece a vigorar assim que a União Europeia superar obstáculos internos.
  • A assinatura do acordo ocorreu no dia dezessete de janeiro, em Assunção, no Paraguai, e representa a maior zona de livre comércio do mundo.
  • No Brasil, a tramitação deve seguir pela delegação brasileira no Parlamento do Mercosul, com criação de uma subcomissão para agilizar no Senado.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que vai levar o acordo entre União Europeia e Mercosul à próxima reunião de líderes partidários, marcada para 28 de janeiro, e aposta em rápida aprovação no Congresso. Ele pediu prioridade ao exame assim que o governo enviar o texto.

Motta disse que o espírito da Casa é favorável à aprovação rápida, citando impactos positivos para o Brasil e os demais membros. A expectativa é de avançar no semestre, para que o tratado entre em vigor logo após etapas de tramitação.

O acordo, considerado a maior zona de livre comércio do mundo, foi assinado no último sábado, em Assunção, no Paraguai. Ainda depende de ratificação pelos parlamentos dos países envolvidos para vigorar.

Na prática, a vigência depende de decisões parlamentares no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e demais signatários. A tramitação envolve comissões específicas e debates na Câmara e no Senado.

Trâmites e próximos passos

O governo pretende encaminhar a proposta ao Congresso ainda neste semestre, para viabilizar uma vigência provisória enquanto há avaliação judicial na UE. A ideia é acelerar etapas no Parlasul e, depois, nas casas brasileiras.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o presidente Lula deverá dar celeridade ao encaminhamento. O objetivo é reduzir atrasos judiciais que possam postergar a entrada em vigor do acordo.

O Senado também acompanha, com o apoio de líder Nelsinho Trad, que sinalizou criação de uma subcomissão para agilizar a tramitação no Parlasul e, posteriormente, no Legislativo brasileiro. Em encontro, Trad reforçou o potencial divisor de águas do acordo.

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