- A oposição no Congresso aumentou pedidos de impeachment, suspeição e investigação contra o ministro Dias Toffoli, ligados a conflitos de interesse no caso Master e a um resort com cassino ligado a familiares dele.
- O Tayayá Resort, em Ribeirão Claro, Paraná, é apontado como cassino com máquinas de jogo e mesas de pôquer; funcionários chamaram o local de “o resort do Toffoli” mesmo após a venda a um advogado da J&F.
- O procurador-geral da República foi acionado para avaliar impedimento de Toffoli como relator do caso Master, com questionamentos sobre decisões do ministro durante a investigação.
- Representações e pedidos foram apresentados também ao CNJ e à PGR, incluindo propostas de abertura de investigações contra Toffoli por supostas relações societárias e facilitação de acesso a provas.
- Analistas reconhecem que as novas informações ampliam o desgaste do STF, mantendo-se sem sinais claros de responsabilização, e destacam a possibilidade de mudanças no cenário institucional, não necessariamente resultando em punição.
Oposição amplia ofensiva sobre Dias Toffoli no STF. Parlamentares apresentaram pedidos de impeachment, suspeição e investigação contra o ministro, após novos indícios de possível conflito de interesse envolvendo o caso Master e um resort com cassino ligado a familiares dele. O conjunto de fatos levou a pedidos formalizados na PGR e no CNJ, com o objetivo de afastar Toffoli da relatoria do Master.
A revelação aponta que o Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR), opera um cassino com máquinas caça-níqueis e mesas de pôquer. Funcionários o chamavam de “resort do Toffoli”, ainda que a propriedade tenha sido transferida. O empreendimento foi criado pela empresa de irmãos do ministro e envolvia um fundo ligado ao Banco Master. O resort foi vendido a um advogado da J&F.
A PGR já foi solicitada a avaliar a atuação de Toffoli no caso Master. Parlamentares também questionam decisões do ministro, como medidas para lacrar materiais apreendidos que restringiram o acesso da PF às provas. Em seguida, Toffoli cedeu parcialmente e determinou a custódia de parte da documentação à PGR.
Na Câmara, novos requerimentos pedem o impedimento de Toffoli nos processos do Master. Assinam deputados de diferentes siglas, com base em elementos que apontam relações societárias, viagens com advogados ligados a investigados e denúncias de funcionários sobre o Tayayá. A medida é alvo de resistência institucional.
Paralelamente, o deputado encaminhou pedido ao CNJ e à PGR para abrir investigações sobre o ministro, sustentando indícios de participação econômica indireta ou ocultação de beneficiário final. A peça acusa possíveis infrações disciplinares na LOMAN caso as informações se confirmem.
A oposição também questiona a titularidade do empreendimento e defende afastamento do ministro do caso Master. Parlamentares veem necessidade de um código de conduta mais claro no STF para reduzir desconfianças sobre a Justiça. Críticas acompanham o desgaste institucional já observado.
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