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Parlamentares pedem à SFO investigação no setor de isolamento residencial

Comissão de parlamentares solicita ao Serious Fraud Office investigação do Eco4, após mais de trinta mil domicílios com defeitos, incluindo riscos graves à saúde e à segurança

Households that had external cladding installed bore the worst of the damage, with 98% damaged and in need of repair.
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  • MPs solicitaram à Serious Fraud Office que investigue o Eco4, após falhas consideradas catastróficas em dois programas do governo conservador.
  • Mais de 30.000 domicílios apresentaram defeitos, com danos severos como bolor, infiltração de água e prejuízos à estrutura das paredes; cerca de 3.000 casas apresentaram riscos imediatos à saúde e segurança.
  • Apartamentos com fachada externa revestida (aproximadamente 23.000) foram os mais afetados, com 98% danificados; 29% das casas com isolamento interno também foram atingidas.
  • Os programas Eco4 e Great British Insulation Scheme faziam parte de uma obrigação ambiental anterior; o esquema geral foi encerrado pelo Labour, que lançou o plano warm homes.
  • O comitê de Contas Públicas recomendou uma investigação pela Serious Fraud Office e uma reformulação de como o governo gerencia a retrofit de isolamento, citando falhas de coordenação e atraso na atuação.

O comitê de Contas Públicas do Parlamento do Reino Unido pediu formalmente à Serious Fraud Office (SFO) que investigue o programa Eco4, parte de políticas de isolamento doméstico. A denúncia chega após milhares de proprietários terem casas com defeitos graves e custos elevados, em decorrência de falhas consideradas catastróficas. O relatório foi divulgado na sexta-feira.

Mais de 30 mil residências apresentaram problemas, incluindo mofo, infiltração de água e danos à estrutura das paredes. Cerca de 3 mil imóveis apresentaram riscos imediatos à saúde e à segurança, segundo o documento do comitê. O grupo aponta falhas no desenho e na gestão dos esquemas.

O Eco4, voltado a famílias vulneráveis e de baixa renda, não cumpriu metas previstas, e muitos contratos firmados com empresas de instalação não foram concluídos ou custearam as reparações. Além disso, firmas que atuavam já encerraram atividades, deixando moradores sem garantia para os consertos.

  • O relatório ressalta que a taxa de falhas foi a maior registrada em doze anos de atuação do comitê, atribuída à comunicação deficiente entre órgãos e à demora na resposta a problemas que surgiram. O setor de Energia, Segurança e Net Zero, segundo a comissão, foi lento ao agir.
  • Aproximadamente 23 mil residências com revestimento externo e 29% das com isolamento interno sofreram danos relevantes, com a maior parte exigindo reparos. O custo agregado de apenas um caso atingiu mais de 250 mil libras, mas a maioria ficou entre algumas centenas a dezenas de milhares de libras.

A continuidade das ações públicas foi debatida, com a expectativa de revisar a forma como o governo gerencia a retrofit de imóveis. O relatório também aponta o risco de encargos financeiros contínuos para proprietários com obras defeituosas, alimentando dúvidas sobre a confiabilidade de futuras iniciativas de retrofit.

Segundo o comitê, embora exista uma estratégia de “encontrar e corrigir”, apenas parte das casas afetadas foi atendida até outubro passado, conforme auditoria. A organização de campanha Fuel Poverty Action pediu uma auditoria pública independente para apurar responsabilidades e assegurar reparos.

  • O governo informou que reduziu metas de instalação de bombas de calor no plano de aquecimento, de 600 mil para 450 mil unidades anuais, o que gerou questionamentos sobre o impacto em metas de redução de emissões. O respaldo financeiro e as políticas de apoio aparecem como pontos centrais para cumprir compromissos legais.

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